A Oracle Corporation divulgou na quinta-feira (10) os resultados do primeiro trimestre do ano fiscal de 2027, com receita total recorde de 19,3 bilhões de dólares (99 bilhões de reais), alta de 30% em relação ao ano anterior, impulsionada pela entrega de 850 MW adicionais de capacidade de data centers. A receita de nuvem (IaaS e SaaS) somou 11,6 bilhões de dólares (59,5 bilhões de reais) , crescimento de 62%, puxada pela expansão de 121% na infraestrutura em nuvem (IaaS), que atingiu 7,4 bilhões de dólares (38 bilhões de reais), e de 10% nas aplicações em nuvem (SaaS), que chegaram a 4,2 bilhões de dólares (21,5 bilhões de reais). A receita de software caiu 3%, para 5,5 bilhões de dólares (28,2 bilhões de reais), refletindo a migração contínua de clientes para a nuvem, enquanto os serviços cresceram 5% e o hardware avançou 15%.

O lucro operacional GAAP somou 6,7 bilhões de dólares (34,4 bilhões de reais), alta de 57%, e o não-GAAP atingiu 8,2 bilhões de dólares (42 bilhões de reais), crescimento de 31%. O lucro líquido GAAP atribuível aos acionistas ordinários atingiu 4,7 bilhões de dólares (24,1 bilhões de reais) (+60%), e o não-GAAP alcançou 5,8 bilhões de dólares (29,7 bilhões de reais) (+34%). O lucro por ação GAAP subiu 55%, para 1,56 dólar (8 reais), e o não-GAAP avançou 30%, para 1,92 dólar (9,8 reais). O fluxo de caixa operacional bateu recorde de 23 bilhões de dólares (118 bilhões de reais), alta de 184%, enquanto o fluxo de caixa livre ficou negativo em 5 bilhões de dólares (25,6 bilhões de reais), em razão dos investimentos contínuos no negócio de infraestrutura em nuvem.

A companhia informou que a demanda por serviços de treinamento e inferência de IA na nuvem segue crescendo mais rápido do que a oferta, e que fechou mais de 30 bilhões de dólares (153,9 bilhões de reais) em novos contratos de nuvem de IA no trimestre, elevando suas Obrigações de Desempenho Remanescentes (RPO) para 664 bilhões de dólares (3,4 trilhões de reais) — alta de 209 bilhões de dólares (1,1 trilhão de reais) em relação ao ano anterior. A empresa afirmou que a estruturação desses contratos não gera impacto incremental em seus planos de captação de recursos e que, desde o fim do trimestre anterior, entregou mais de 300 mil GPUs a clientes de nuvem de IA, quase triplicando o volume do quarto trimestre do ano fiscal de 2026. No período, a Oracle também concluiu a venda de ações ordinárias no valor de 20 bilhões de dólares (102,6 bilhões de reais) por meio de um programa At-the-Market, como parte de seu programa de investimentos de capital.

Para o segundo trimestre do ano fiscal de 2027, a companhia projeta crescimento de receita total entre 30% e 34%, alta de receita de nuvem entre 64% e 71% e lucro por ação não-GAAP entre 1,83 e 1,93 dólar (9,39 e 9,9 reais), dependendo da moeda considerada — o que representaria crescimento de até 25% em dólares, excluindo um ganho não recorrente registrado no mesmo período do ano fiscal anterior, decorrente da venda da participação da Oracle na Ampere. Para o ano fiscal completo, a empresa elevou sua expectativa de receita total para pelo menos 90 bilhões de dólares (461,7 bilhões de reais), com EPS não-GAAP projetado em 8,10 dólares (41,5 reais).

A Oracle também anunciou duas novidades de produto: uma plataforma de dados de IA capaz de gerar automaticamente uma ontologia empresarial, modelo que descreve conceitos, relações e regras de negócio a partir de dados privados dos clientes, dispensando o trabalho manual antes necessário para esse tipo de mapeamento, e um novo sistema de gestão de saúde e registros eletrônicos totalmente baseado em agentes de IA, com módulos especializados por especialidade médica, da clínica geral à oncologia e radiologia, destinado a apoiar profissionais de saúde no diagnóstico e tratamento de pacientes.

Por fim, o conselho de administração da companhia declarou dividendo trimestral de 0,50 dólar (2,6 reais) por ação ordinária, a ser pago em 23 de outubro de 2026 aos acionistas registrados até 9 de outubro de 2026.