Para a Unisys, a segurança cibernética é hoje uma das maiores preocupações das empresas. "Tendo em vista os acontecimentos recentes de ataques à empresas e órgãos governamentais em diferentes países, repensar a estratégia de segurança digital se faz necessário nos dias atuais. Os criminosos cibernéticos estão sempre um passo à frente. Por isso é preciso investir em tecnologias robustas, que protejam dados sensíveis de empresas e indivíduos", afirma o gerente regional de produtos da Unisys, Jean Araújo.
Segundo o executivo, hoje todos os dispositivos estão conectados à internet. Então existe mais espaço para que os delinquentes cibernéticos acessem dados privados de usuários. "O mundo digital está mudando mais rápido que os modelos de segurança usados pela maioria das organizações, o que muitas vezes nos deixa vulneráveis a ataques. Existe um grande mercado obscuro por trás desse tipo de delito, que de acordo com estimativas já movimenta mais de 1 trilhão de dólares por ano no mundo", complementa.
Unisys Stealth
Jean Araújo afirma que o portfólio Unisys Stealth se destaca por um tratamento exclusivo para a proteção de dados e propriedade intelectual. Segundo ele, a solução utiliza tecnologias avançadas de criptografia tornando dados e dispositivos invisíveis para usuários não autorizados. Além disso, a rápida proliferação da prática BYOD (Traga seu próprio dispositivo, em português) tem resultado em um aumento preocupante das ameaças cibernéticas e, por isso, a Unisys criou também o Stealh for Mobile, integrante do portfólio de produtos de segurança cibernética Unisys Stealth, voltado para ampliar a segurança desde os data centers até as aplicações que rodam em dispositivos móveis, dando ao usuário acesso seguro ao data center por meio de apps móveis.
A Unisys possui também soluções de biometria, que identifica as pessoas por meio do reconhecimento facial; e lançou recentemente uma solução que foi desenvolvida para auxiliar departamentos de polícia e outros órgãos de segurança pública na condução de investigações e atividades de inteligência. A ferramenta U-LEAF (Unisys Law EnforcementApplication Framework) foi concebida para reconhecer padrões de ameaças e crimes e organizar a alta quantidade de informações criminais contidas nos bancos de dados dessas instituições.
Case
A solução HOLMES (Home Office Large Major Enquiry System) é fornecida por meio de uma única aplicação baseada em interface web e hospedada em um serviço de nuvem segura da Unisys. A solução HOLMES foi desenvolvida pela Unisys juntamente com a polícia britânica em 2001. Desde então, tem sido usada para gerenciar grandes investigações, incluindo casos de alta relevância. A versão mais recente da aplicação HOLMES, baseada no software U-LEAF (Unisys Law EnforcementApplications Framework), fornece aos oficiais uma visão em tempo real das operações para facilitar uma tomada de decisões eficiente, inclusive sobre a implantação ou realocação de recursos. Também é possível reduzir processos manuais, já que a ferramenta possui uma funcionalidade voltada para o gerenciamento de tarefas, alertas, relatórios, mensagens, análises lógicas, documentos e registros. Por meio do cruzamento de informações, identifica vínculos que antes não eram visíveis, permitindo que os usuários reajam rapidamente às novas informações. A solução da Unisys auxilia as autoridades policiais conferindo inteligência e integração com diferentes bases de dados, permitindo a busca de uma resolução para os casos no menor tempo possível. Alguns dos casos mais conhecidos foram:
• Motins em Londres em setembro de 2011
• Terremoto e Tsunami no Japão, em março de 2011
• Operação Bridge - Tiroteios em Cumbria, 2010
• Operação Sumac no Reino Unido, 2006
• Operação Anagrama no Reino Unido, 2006
• Atentados a bomba em Londres - em julho de 2005
• Tsunami Asiático em dezembro de 2004
• Atentados às Torres Gêmeas nos EUA, 11 de setembro de 2001
Eventos Esportivos
Juntamente com a AGORA Telecom, COMTEX e a Módulo, a Unisys foi contratada para integrar o Consórcio Brasil, e forneceu soluções tecnológicas para os 14 Centros Integrados de Comando e Controle localizadas nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.
O projeto, coordenado pela Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (SESGE), incluiu o estabelecimento de 13 Centros de Comando e Controle nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília (principal CICC), Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife e Salvador, com um data center adicional de backup no Rio de Janeiro. Esses data centers foram responsáveis pelo gerenciamento e monitoramento das comunicações públicas de segurança, incluindo as polícias civil, militar e o corpo de bombeiros.
Segundo o gerente da Unisys, para dar suporte às aplicações de missão crítica que englobam entradas diferentes, como sistemas de vigilância por vídeo, controle de tráfego, deslocamento das pessoas, movimentação de delegações, transmissão de TV e monitoramento de mídias sociais, processar toda a inteligência envolvida, identificar os riscos e coordenar ações de resposta apropriadas, foi necessária tecnologia de ponta. "O ambiente de missão crítica é completo. Os princípios usados para os data centers que foram construídos em diversas camadas de tecnologia de alta disponibilidade também foram empregados para as posições do operador, usando uma infraestrutura de desktop virtual de alto desempenho, o que garantiu a mobilidade e a proteção de dados para todos os usuários."
Sobre o trabalho da Unisys nas Olimpíadas de Londres, Jean Araújo diz que a empresa fez um excelente trabalho. "Investimos nosso tempo, garantindo que nossos clientes estivessem prontos para os jogos, para a demanda que surgiria em suas forças de trabalho e para tecnologia de apoio", destaca o executivo, que vai além afirmando que "essa atividade incluiu análise de riscos do site da empresa, suporte ao trabalho dos profissionais em casa, ajuste da capacidade de rede, do fornecimento e da cadeia de suprimentos, disponibilização de engenheiros de campo e criação de sites de serviços e suporte técnico."
Jean Araújo conta que a extensão geográfica do Brasil representou um grande desafio para conexão da infraestrutura de TI. "Com um evento como as Olimpíadas de Londres, grande parte das base já existia. No Brasil, as empresas ajudaram a integrar os sistemas e as informações de uma ampla variedade de agências, incluindo a polícia militar, a polícia federal, o corpo de bombeiros, o departamento de defesa civil, as agências de controle de transportes, entre outras."
História
A Unisys é uma empresa global de Tecnologia da Informação com 142 anos de história no mundo e mais de 90 anos de presença direta no Brasil. As ofertas da empresa incluem serviços gerenciados e de outsourcing, integração de sistemas, consultoria, servidores empresariais high-end, segurança cibernética e software de gestão em nuvem, assim como serviços de manutenção e suporte.
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