Conteúdo Arquivado

O conteúdo a seguir é de uma versão mais antiga deste site e pode não ser exibido corretamente.
Há alguns anos se fala de computação em nuvem  como o futuro da tecnologia da informação. A possibilidade de acessar os dados com segurança de qualquer lugar, a qualquer momento e com segurança é bastante sedutora. Junte a isso as vantagens econômicas e ambientais: com mais servidores virtuais é possível ter menos máquinas (menos espaço físico, portanto). Portanto, cortam-se emissões de carbono nas máquinas e na estrutura predial.

Mas nem tudo são brancas nuvens nesse cenário. O Brasil é o maior usuário deste tipo de serviço na América Latina: em 2011, 18% das empresas brasileiras já usam algum tipo de computação virtualizada e até 2013, esse percentual deve subir para 30% a 35%, segundo estudo realizado pela consultoria IDC. Já há alguns casos de sucesso, como o da agência de intercâmbio S7, cujo uso de computação em nuvem permite economias de até R$ 200 mil por ano à empresa.

A média dos demais países da América Latina é mais baixa: 14,5% das companhias têm ou planejam ter algum tipo de aplicação em nuvem. Para 98% das empresas pesquisadas no Brasil, o conceito veio para ficar, embora elas ainda tenham muitos receios, como segurança ou método de cobrança. Embora esteja avançando, o Brasil ainda está muito atrás dos Estados Unidos, onde 45% a 55% das empresas já utilizam algum serviço de cloud e da Europa, com 35% a 40% das empresas utilizando computação em nuvem.

De acordo com o levantamento da IDC, os gastos mundiais com computação em nuvem já chegam a US$ 5 bilhões, ou 5% do mercado global de TI. Esse percentual deve chegar a 25% até 2015. No Brasil, cerca de 80% dos investimentos já preveem ambientes híbridos de TI. Sgundo a IDC, os atributos mais valorizados da computação em nuvem pelas áreas de TI no Brasil é a possibilidade de pagamento por uso e a elasticidade dos sistemas.

Para a IDC Brasil, a inexistência de práticas de governança e métricas que revelem os custos atuais dos ambientes de TI é o principal ponto a ser avaliado no mercado de cloud. E aqui começam os problemas a serem resolvidos pelas empresas de computação em nuvem e pelos clientes que adotarem essa tecnologia.

No exterior, o pagamento é muito mais flexível e atrelado ao uso. Há pacotes mensais para diminuir os custos de quem tem a dimensão de quanto irá consumir. Os preços aqui não são convidativos por duas razões: os impostos são mais altos e ainda não produzimos no Brasil o hardware necessário.

Segundo alguns especialistas no exterior e no Brasil, ainda há muita confusão sobre computação em nuvem. Muitas empresas afirmam terem serviços baseados na nuvem, mas sem mostrar isso de modo efetivo. Talvez porque a computação em nuvem tenha tudo o que já foi visto em TI, mas não é nada igual. É uma evolução da TI. Por isso, empresas clientes e mesmo os fornecedores precisam explorar e desvendar todo o potencial da tecnologia.