Em 2015, a Tier4 apostou na internacionalização de suas operações e abriu um filial na Colômbia. A unidade de Bogotá é a primeira filial da empresa fora do país e responsável pela comercialização das soluções da empresa nos países da América Central (Guatemala, Belize, Honduras, El Salvador, Nicarágua, Costa Rica e Panamá). Além da expansão comercial, o novo escritório tem uma função estratégica de levar a expertise daTier4 para toda a região da América Central, customizando, quando necessário, as soluções para a realidade local. 
 
“Demos início a essa operação em julho de 2015 e temos uma previsão de que ela seja a responsável pela metade do crescimento da empresa este ano. Atualmente, estamos negociando dez grandes projetos com importantes empresas da região" , destaca o  CEO e fundador da Tier4, Daniel Freire.
 
Internet das Coisas
 
A estimativa do Gartner é de que até 2020, a Internet das Coisas - IoT, atinja 26 bilhões de unidades instaladas, criando novos desafios em todos os aspectos dos data centers.
 
Para a Tier4, a IoT nada mais é do que uma revolução tecnológica, onde o objetivo é integrar os itens usados no cotidiano à rede mundial de computadores. Segundo a empresa, companhias de data center devem investir na qualidade de suas soluções, já que a partir dessa nova era, existirá um grande número de dados que precisam ser processados e analisados, em tempo real, pelos equipamentos, resultando em uma sobrecarga. Para o CEO e fundador da Tier4, no atual momento de incerteza econômica no país, os data centers devem ser além de mais eficientes, de baixo custo. O executivo acredita que as palavras-chave neste momento são: inovação e adequação.
 
A Tier4 nasceu em 2011, a partir da divisão de infraestrutura de TI da D2F Engenharia, empresa que atua no mercado de construção civil há mais de 15 anos. No Brasil, a empresa tem um escritório na cidade de São Paulo (Itaim Bibi) e uma fábrica para a montagem e construção das soluções em Alphaville. 
 
Desafios
 
Segundo a Tier4, o grande dilema na hora da construção de um data center é a necessidade versus o valor do investimento. "Todas as empresas precisam ampliar seu ambiente de TI para torná-lo atualizado, a fim de gerar processos mais claros e fáceis. Mas, ao mesmo tempo em que possuem esta necessidade, alguns não estão dispostos a pagar por isso", pontua o CEO e fundador da Tier4. De acordo com o executivo, o fator mais importante na hora de construir um data center, é achar o melhor custo benefício para o negócio do  cliente, já que não adianta vender soluções que fiquem subutilizadas ou que num curto espaço de tempo não atenderão mais a real demanda. 
 
Dentro desse contexto, o maior destaque da Tier4 é o Data Bunker, um data center que possui controle de acesso por biometria, sistema de CFTV e monitoramento completo de condicionamento de ar, proteção e combate a incêndios e inundações. Está disponível em três tamanhos, com capacidade inicial entre 5 e 10 kVAs, podendo expandir até 50 kVAs. O equipamento permite ainda ser monitorado remotamente. 
 
 
Outra solução é o data center modular, um tipo de contêiner, que pode ser o marítimo, muito semelhante a um data center convencional, capaz de ser utilizado em missões críticas. O equipamento pode ser customizado, de acordo com as necessidades de projeto. Produzido em chapa metálica pode ter revestimento blindado nível III, e atende aos requisitos de alta disponibilidade, segurança e redundância de um data center. Possui ainda acesso independente para facilities e está preparado para atender as exigências da certificação Tier3 de data centers.