A Indústria da Tecnologia da Informação encontra-se em 7º lugar, no ranking global e é a principal responsável pela geração de emprego e também pelo ganho de eficiência e competitividade nas demais indústrias que compõem a economia brasileira.
O estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), na última semana, afirma que das 304.300 vagas criadas nos últimos três anos, 48.700 empregos estão relacionadas a TI.
A Associação Brasileira das Empresas de TI, Brasscom espera que as empresas de tecnologia da informação e comunicação sejam diretamente responsáveis por 6,5% do PIB brasileiro. Nesse contexto cerca de 750 mil novos profissionais serão necessários, de acordo com o comércio.
Mas encontrar especialistas em TI, qualificados, ainda é um problema para os empregadores. De acordo com a Agência Brasileira de Promoção e Exportação de Software (Softex), houve uma escassez de cerca de 75 mil profissionais de tecnologia qualificados em 2010.
Segundo a Brasscom o déficit anual é de 90 mil profissionais e pode chegar a 140 mil até 2014.
Com o objetivo de estimular a criação de empregos e a qualificação profissional, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação em parceria com o MEC traçou um diagnóstico do mercado de profissionais de TI do Brasil, que culminou no programa Brasil Mais TI.
O foco é construir uma grande plataforma de relacionamento digital com estudantes e profissionais do setor, oferecendo intermediações de vagas, cursos, geração de informação profissional, além de atualização tecnológica de programas governamentais. A meta do governo é capacitar 50 mil novos profissionais até 2014.
Enquanto isso não acontece, os estrangeiros estão aproveitando esta atual janela de oportunidade. Em 2012, o Brasil concedeu 73.000 vistos de trabalho para imigrantes altamente qualificados, um aumento de 13% em 2009. As principais áreas visadas por profissionais estrangeiros são de tecnologia, engenharia, petróleo e gás, construção civil e infraestrutura.