A Terracap, popularmente conhecida como Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal, anunciou, esta semana, o consórcio vencedor que irá administrar o Parque Tecnológico Capital Digital.
A construção do parque é uma tentativa do setor público e privado de transformar a capital federal em uma referência nacional e internacional no setor de Tecnologia da Informação e Comunicação.
Apesar dos dois adiamentos na licitação, apenas um proponente apareceu para apresentar lance, o consórcio Ibero-americano, formado por uma empresa espanhola e duas brasileiras, da área de telecomunicações e construção civil. Assim, as três empresas se encarregarão do terreno de 1 milhão de metros quadrados, se comprometendo a investir R$ 1,3 bilhão no parque que terá a gestão da Cidade Digital por 35 anos.
“Foi a melhor proposta, cumpria todos os requisitos do edital e com proposta traduzida para o português, registrada em cartório. Essa é a materialização de uma proposta que há 14 anos tentava sair do papel”, disse o presidente da Terracap, Antônio Lins.
Ao vencer a licitação o consórcio privado se comprometeu a investir R$ 1,3 bilhão ao longo de seis anos (20% em cada um dos quatro primeiros, 10% nos dois últimos), dessa forma ficando com 52,9% do capital da Sociedade. O aporte se dará diretamente nas benfeitorias necessárias para “erguer” o Parque Tecnológico. Algumas empresas já deram a largada, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal já têm seus data centers operando no local. O complexo é um conjunto de prédios, próximos à Granja do Torto, destinados a abrigar os equipamentos de TI das duas instituições financeiras proprietárias. A estrutura de segurança máxima conta com mecanismos de detecção preventiva e combate a situações de risco extremo, como explosões ou até mesmo queda de aviões de pequeno porte. Além disso, também possui geradores de energia elétrica para suprir uma cidade de até 60 mil habitantes, utilizando até 20% de biodiesel.
O investimento para a construção e instalação do complexo foi de R$ 322 milhões. Somado a outras despesas, como o pagamento de segurança e a ocupação do espaço para abrigar todos os equipamentos e redes de comunicação, o valor total será de aproximadamente R$ 900 milhões.
Para o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, a necessidade de preservar com maior segurança a informação dos clientes das instituições financeiras vai melhorar os serviços prestados pelos bancos. "A busca por esse novo modelo vai permitir soluções que melhorem tanto o atendimento às pessoas como as operações financeiras. O reflexo dessa eficiência será sentido em um curto espaço de tempo", garantiu Bendine.
O presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, destacou que essa é a primeira Parceria Público-Privada (PPP) realizada na modalidade de concessão administrativa no âmbito federal. "Essa parceria traz vários benefícios, pois duplica a capacidade de ação e logística. Isso mostra que, com o potencial dessa união, é possível construir mais data centers desse modelo no país", explicou o presidente da Caixa.