A Telebras está investindo forte em projetos estratégicos para ampliar sua carteira de clientes e obter equilíbrio econômico-financeiro nos próximos anos. A afirmação é do presidente da empresa, Jorge Bittar, que esta semana, voltou a destacar a importância dos investimentos nas redes metropolitanas e ampliação da capacidade da rede da Telebras, também a entrada em operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) no início de 2017, que irá cobrir todo o território nacional e atender ao Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e também as chamadas redes seguras de governo.
Para este ano, está previsto o investimento de R$ 700 milhões no satélite, que está em construção na França. Com isso, o backbone da empresa, que conta com mais de 25 mil km de rede iluminada presente em todas as regiões do Brasil, ampliará a capacidade de atendimento das demandas tanto do governo quanto do segmento privado. “Com o satélite vamos chegar aos municípios mais distantes, às áreas rurais, atendendo tanto a população quanto às prefeituras com seus serviços básicos aos cidadãos, como hospitais, escolas, entre outros”, destaca Bittar.
O presidente da Telebras vem atuando junto à área econômica do governo para garantir a liberação dos recursos necessários para os investimentos previstos da empresa. “Precisamos de investimentos para ampliar a nossa capacidade de atendimento e gerar caixa para a empresa. Se não avançarmos nesse sentido, não teremos como ampliar nossos contratos comerciais e assim obter equilíbrio econômico-financeiro”, argumenta.
Bittar destaca que o investimento de R$ 240 milhões que serão aplicados na construção de redes metropolitanas em 21 capitais e cidades de grande porte neste ano é justamente para ampliar a capilaridade da empresa e assim atender tanto as redes seguras de governo quanto os pequenos provedores por meio do PNBL.
“Esses investimentos não significam que a Telebras pretende concorrer com as operadoras que já estão no mercado. Ao contrário, a nossa rede é neutra e complementar ao sistema de telecomunicações existente. A Telebras possui um backbone moderno e de alta capacidade, é preciso chegar aos clientes por meio das redes metropolitanas”, explica.
A Telebras já possui parte dessa rede metropolitana construída nas 12 cidades que foram sedes da Copa do Mundo de 2014 e agora será ampliada para atender à demanda crescente da empresa.
Para viabilizar a construção das redes metropolitanas, a Telebras tem feito parcerias com as prefeituras municipais de várias capitais, a exemplo de São Paulo, Porto Alegre e Curitiba, para passagem de fibras óticas nos dutos subterrâneos já existentes e utilizados por empresas municipais.
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