Firmado em 2013, o termo de cooperação entre o Serpro e a Universidade Federal do Pará (UFPA) é voltado para a transferência de tecnologia entre as instituições e capacitação em duas áreas temáticas: Redes Definidas por Software (SDN) e Openflow. Desde o princípio, o objetivo é que a academia transmita o conhecimento e o Serpro funcione como um laboratório de pesquisa aplicada, oferecendo toda a sua experiência e know-how em backbones.
Para o professor doutor Antônio Abelém, da UFPA, os temas são estratégicos para o Serpro, já que o paradigma SDN é uma solução que a empresa tende a adotar em um futuro próximo. “No mundo inteiro, toda comunidade, está migrando para esse novo paradigma, então é natural um movimento do Serpro nessa direção”, ressalta o professor, que é coordenador do Grupo de Estudos em Redes de Computadores e Comunicação Multimídia (Gercom/UFPA).
Nesse sentido, a intenção é até o fim do ano, entregar um controlador SDN customizado para o Serpro utilizar em seus ambientes. O professor explica que esse controlador, no contexto de Redes Definidas por Software, é o elemento que tem a inteligência da rede e que permitirá o controle de dispositivos com uma visão lógica de toda a arquitetura de rede da empresa.
Hoje, de acordo com o professor, os switches e roteadores usam inteligência proprietária e fechada, permitindo apenas a configuração do elemento de rede. “O paradigma SDN separa isso, já que cria uma caixa para fazer o encaminhamento dos dados e um controlador desenvolvido em software livre, o que permite adequação às necessidades do provedor de serviço. Dessa forma, deixo de ser um mero configurador de equipamento para me tornar um desenvolvedor da solução que quero adotar na minha rede”, explica.
A parceria
O professor Antônio Abelém acrescenta que o termo de cooperação é fruto de uma parceria preexistente entre as duas instituições, que há tempos trabalham em conjunto, pelo fato de empregados do Serpro em Belém serem egressos da universidade ou alunos dos programas de pós-graduação da UFPA.
Abelém reforça que a formalização da cooperação foi essencial para a evolução dos trabalhos e destaca que a proximidade entre as instituições é um dos pontos positivos da parceria. “Hoje percebemos que os envolvidos no processo estão mais amparados para fazer seus trabalhos e pesquisas e, ao mesmo tempo, temos a oportunidade de gerar conhecimento e pesquisa aplicados, com soluções que vão trazer benefícios reais ao Serpro e, consequentemente, para a sociedade”, pontua o professor.
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