A Schneider Electric mais uma vez marcará presença no DatacenterDynamics Converged São Paulo 2015. A empresa que é especialista global em gestão de energia e automação, fechou o ano de 2014 com receita de 25 bilhões de euros, possui 170 mil funcionários, que atendem clientes em mais de 100 países, ajudando-os na gestão e processos de energia, a fim de que estes sejam seguros, confiáveis, eficientes e sustentáveis. A Schneider oferece desde interruptores até sistemas operacionais complexos, serviços que melhoram a forma como os clientes gerenciam e automatizam suas operações. Segundo Alan Satudi, gerente de desenvolvimento de negócios da Schneider Electric, as tecnologias desenvolvidas pela empresa remodelam indústrias, transformam cidades e fortalecem negócios. Em conversa com a DCD, o executivo fala das particularidades do mercado de data center, desafios e obstáculos superados pela Schneider, que vem crescendo na contramão da crise e também das soluções da empresa que serão apresentadas no próximo DatacenterDynamics Converged São Paulo 2015, nos dias 10 e 11 de novembro, no Transamérica Expo Center.
 
DatacenterDynamics: Qual é a receita para aumentar a capacidade sem comprometer custos em tempos de crise energética?
 
Alan Satudi: Diante das graves crises financeira e energética que o Brasil atravessa, as empresas têm buscado incessantemente meios para reduzir os custos do data center, especialmente os de energia que, somados ao de resfriamento, chegam a 44% dos custos totais. A receita para garantir que o data center atinja eficiência energética e operacional, é analisar todos os recursos empregados no data center, desde a infraestrutura do ambiente aos equipamentos e ativos em operação. Somente com essa visão detalhada, é possível verificar quais são os maiores pontos de consumo de energia, bem como equipamentos ociosos que, mesmo desligados, tem alta dependência da energia como os servidores, por exemplo. A partir desta avaliação minuciosa, as empresas poderão entender quais são os pontos críticos de consumo para aplicar soluções que aumentam a flexibilidade, segurança, economia e eficiência do data center, agregando vantagem competitiva ao negócio.  
 
DCD: A Schneider está na vanguarda quando o assunto é eficiência energética. Gostaria que você falasse um pouco de cada solução da empresa, que será apresentada no DatacenterDynamics Converged São Paulo 2015:
 
A.S.: Um dos produtos que será tema do DCD Converged São Paulo 2015 é o DCIM (Data Center Infrastructure Management), uma ferramenta que opera no data center para auxiliar na busca pela eficiência operacional. O pacote de software DCIM da Schneider Electric permite que os data centers monitorem, operem, analisem e otimizem a potência, refrigeração, segurança e energia.
 
A Schneider está lançando também o Data Center Operation: Cooling Optimize, um módulo adicional disponível no DCIM. Esse novo recurso adiciona inteligência aos sistemas existentes de refrigeração de data centers, permitindo a redução significativa no consumo de energia e do custo das operações, bem como diminuindo o risco de incidentes de refrigeração.
 
O Cooling Optimize permite que os gerentes de data centers entendam a complexidade do fluxo de ar nas suas instalações, incluindo todas as fontes de calor, influências e dependências de refrigeração. Estes dados são processados e analisados para permitir e controlar a interação com as unidades de refrigeração como ajustes da temperatura de entrada, adições de equipamentos, ou movimentações e mudanças na carga de TI, mantendo a refrigeração continuamente otimizada.
 
Uma vez implementado, o Cooling Optimize permite que os operadores monitorem em tempo real o status dos data centers e determinem o impacto de qualquer evento de refrigeração. Isso também possibilita que situações como superaquecimento, pontos quentes e questões de capacidade sejam previstas e evitadas. Ao analisar continuamente o uso, as necessidades de capacidade futuras podem ser planejadas e a capacidade de refrigeração ociosa pode ser eliminada. O Data Center Operation: Cooling Optimize automatiza a resposta de mudanças no ambiente de data center para reduzir os pontos quentes, onde a necessidade de carga excede o resfriamento, e energia desperdiçada, onde a refrigeração excede o que é realmente necessário.
 
Em um estudo de caso recente, o sistema foi atualizado por um grande fornecedor da Pacific Telco para medir, analisar e controlar automaticamente a saída de resfriamento, atendendo à exigência de um ambiente de data center dinâmico. Controlado de uma única sala, o usuário foi capaz de desligar 13 unidades de condicionadores de ar da sala de computadores (CRAC) e, uma vez que a instalação e configuração foram concluídas, houve uma redução de 37% do uso médio de energia no primeiro ano de operação. Com o investimento recuperado, o cliente atualmente está implementando o Data Center Operation: Cooling Optimize em todo parque de data centers.
 
Pré-fabricados e Mini bunkers
 
Vamos apresentar também o data center modular. A Schneider é referência na oferta de data centers pré-fabricados. Uma forte tendência de mercado por contar com uma instalação flexível e portátil, mas poderosa para atender às demandas exclusivas de uma empresa em crescimento.
Os data centers pré-fabricados permitem que as áreas de TI aumentem a velocidade dos negócios por meio de uma instalação rápida, fácil expansão e melhoria da gestão econômica. Comparado aos que utilizam métodos tradicionais, que em média demoram dois anos para serem construídos, os modulares pré-fabricados têm tempo de finalização de apenas seis meses.
 
A implantação de um data center pré-fabricado, levando em consideração a rapidez de desenvolvimento de projeto e finalização, é em média de 15% a 20% mais barato do que os tradicionais. Também tem como grande diferencial a customização, ou seja, ele é montado de acordo com a necessidade de cada cliente. São essenciais para alguns tipos de operações como hospitais e escolas, por possuir um tempo de montagem menor e ainda possibilitam uma expansão de forma mais dinâmica.
 
Dentro na linha dos pré-fabricados, tem a linha dos Mini Bunkers. Estes são compostos por apenas um rack. Ideal, principalmente para novos escritórios ou retrofits. Sem a necessidade de muito espaço, é possível simplificar toda a estrutura de ar condicionado, gerenciamento e monitoramento. É basicamente um micro data center. Vale a pena conferir no stand da Schneider.
 
DCD: Para a Schneider qual é a importância de eventos como o DatacenterDynamics Converged São Paulo 2015 para o mercado de data center nacional?
 
A.S.: O Brasil é o maior investidor de data centers na América Latina, responsável por 50% de todo o mercado de TI da região, segundo o relatório do 451 Research. E a Schneider conta com a mais completa e dedicada linha de produtos e soluções para o setor. O evento permite a apresentação das inovações e das tendências para o mercado, além de reunir um grande número de empresas de vários ramos de atividades, não só os que estão acostumados como o mercado de data center, mas também como o financeiro, telecomunicações, cloud e etc.
 
Todas empresas necessitam de um data center, mas nem todas conhecem como funciona esse processo. O evento é uma excelente oportunidade para quem já está acostumado a vivenciar o mercado e para quem quer conhecer e entender este segmento.
 
DCD: O mercado brasileiro tem amadurecido em termos de soluções para data centers? Por quê?
 
A.S.: O mercado brasileiro é conservador quando se trata de data center. Ainda é um pouco resistente à adesão de novas tecnologias. Mas a Schneider trabalha justamente para quebrar esse conservadorismo local, trazendo soluções mais eficientes e inovadoras como é o caso do Cooling Optimize e dos Pré-fabricados, que vamos levar ao DatacenterDynamics Converged São Paulo 2015.
 
DCD: Qual é a avaliação que a Schneider faz do ano de 2015 do setor? A crise atrapalhou ou é possível crescer na contramão?
 
A.S.: Todo mundo sabe que 2015 foi um ano difícil. Mas, mais importante do que isso, é saber que todo o período de crise traz também uma oportunidade de crescimento. A Schneider, por exemplo, tem soluções alternativas para a eficiência operacional que ajudam o cliente a superar estes momentos difíceis e, consequentemente, a desenvolver o negócio. Nosso portfólio é muito amplo, capaz de atender qualquer setor da economia brasileira.
 
DCD: O que podemos esperar para 2016?
 
A.S.: O segmento de data center necessita sempre de expansão. Hoje não há uma empresa que funcione bem sem um data center. E a Schneider vai continuar aproveitando o momento para oferecer cada vez mais soluções alternativas tanto para grandes companhias, como para as empresas menores e pequenos escritórios.