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Esta semana a Ericsson anunciou o resultado da terceira edição de um índice que analisa a geração de benefícios das tecnologias da informação e comunicações (TICs), nas 25 maiores cidades do mundo. A cidade de São Paulo foi classificada como a 15ª com maior maturidade no uso de tecnologias da informação e comunicações (TICs) em termos de potencial  de investimento para o desenvolvimento econômico, social e ambiental. 
 
O relatório indica que a capital paulista está na média mundial no tocante a infraestrutura TIC, tendo como destaque o acesso a novas tecnologias, como a banda larga móvel e a fibra ótica para acesso à internet de alta velocidade, o que revela pré-condições positivas para desenvolvimentos futuros.
 
Segundo o estudo, cidades como São Paulo e Nova Déli têm iniciativas para reduzir rapidamente a desigualdade socioeconômica por meio de vários projetos TIC que envolvem diferentes públicos. Além de São Paulo, outras cidades da América Latina presentes no ranking são Buenos Aires, na 13ª posição e Cidade do México em 17º lugar. 
Indica o relatório, que a capital paulista está avançando nos serviços de administração pública com a nova função da Coordenadoria de Governo Eletrônico e Gestão da Informação, que apoia e divulga a implementação de novos conceitos de TIC na cidade, como a Nota Fiscal Eletrônica.
 
Geralmente o aumento do PIB per capita é equiparado ao crescimento do consumo, que gera, portanto, um impacto no meio ambiente, como por exemplo, aumento das emissões de CO2. A parte ambiental desse índice indica como as TICs podem ser usadas para desagregar o crescimento do PIB e as emissões de CO2. Uma cidade com alto PIB pode usar as TICs para reduzir o consumo, por exemplo, com trocas inteligentes. Uma cidade em um país emergente pode escolher um caminho de desenvolvimento mais sustentável obtendo os mesmos tipos de serviço, mas adotando-os virtualmente, em vez de produtos físicos. 
 
“À medida que as pessoas têm suas necessidades mais básicas atendidas, a atenção volta-se para itens como estilo de vida equilibrado, uma cena cultural rica, boas instalações para transporte e para transações financeiras, boa saúde – também em uma idade mais avançada –, realização pessoal e um ambiente limpo por toda a cidade”, diz Erik Almqvist, diretor do Arthur D. Little. “As TICs têm o potencial de melhorar a qualidade de vida em muitos destes campos, e a conectividade em si, em qualquer lugar e a qualquer hora, é cada vez mais vista como um direito básico do cidadão”.