A agenda da crise climática vem pressionando todas as empresas a apresentar selos sustentáveis em todas as suas atividades.
Bancos exigem relatórios e iniciativas sustentáveis antes de aprovarem tão sonhados empréstimos. Investidores procuram dados viáveis para assim, medir o valor das ações ESG, com foco particular em estratégias verificáveis que abordam as mudanças climáticas e reduzem as emissões de carbono.
A quantidade de informações a serem pesquisadas é enorme por eles, abrange desde relatórios financeiros até dados válidos sobre como cada operação consome energia e impacta o meio ambiente.
Um exemplo disso, é a International Financial Reporting Standards Foundation, que estabeleceu um International Sustainability Standards Board para desenvolver padrões globais em relatórios de sustentabilidade.
Escrevendo recentemente na Forbes, o CSO da Oracle destacou que as inovações tecnológicas contêm algumas das respostas para alcançar a meta de zerar emissões de CO2. Seja por meio de lâmpadas mais eficientes, uso de IA reduzindo o uso de energia em grandes ambientes construídos ou desenvolvendo ferramentas que ajudam as empresas a cumprir as regulamentações climáticas, a tecnologia é vital.
Os data centers não estão sozinhos
Para empreendedores que não atuam no setor de data center seus dados vivem na nuvem e isso é tudo que eles sabem, mas exigem que a nuvem seja neutra em carbono e que nenhum de seus dados sejam armazenados em data centers que desperdiçam energia e expelem carbono.
Para usuários e clientes, as informações (dados) sobre onde, como e quanta energia está sendo consumida no data center estão se tornando subitamente importantes.
Profissionais que atuam no negócio de data center sabem que, à medida que começamos a jornada para nos tornarmos zero carbono, crescem os desafios.
Atualmente o setor de data center é mais um negócio que reage à volatilidade de preços e a oferta nos mercados de energia e busca soluções. No entanto, em curto e médio prazo, o setor de data center pode rapidamente tornar-se parte integrante da cadeia de fornecimento de energia.
Alguns operadores de data centers são rápidos em reagir à questão do carbono e citam a integração de rede como um PVU. Hoje, empresas como a Lancium.com estão fornecendo dados valiosos sobre a integração do sistema de energia da rede. A Lancium diz que está construindo data centers no Texas que atuarão como "recursos de carga controláveis", onde "o efeito líquido no sistema elétrico é negativo em carbono".
A tecnologia pode ajudar os data centers a alcançar o zero líquido?
Então por onde começar? Alimentar a carga de trabalho para um tempo de atividade seguro continua sendo a função crítica de um data center. Normalmente, a infraestrutura usada para garantir que a intenção do projeto seja atendida é fixa, inflexível e dispendiosa. A adaptabilidade, embora clara e cada vez mais desejável, tem sido ilusória até hoje.
As novas topologias de energia devem ser flexíveis e superar os desafios associados aos sistemas fixos, além de ajudar a eliminar o desperdício e a capacidade ociosa, garantindo a disponibilidade. Devem estar disponíveis para data centers novos e existentes. Neste contexto, a proposta da i3 é o Adaptive Redundant Power (ARP).
Um caminho sem volta é que os data centers do futuro serão sustentáveis. Por isso, desenvolvedores de data centers que buscam investimento (e autorização) para construir os vastos campi para administrar a economia digital do século 21 precisarão demonstrar políticas sustentáveis que não impactam o meio ambiente.
Sendo assim, qualquer construção de data centers futura ou mudança nas existentes será verificada em relação a selos de sustentabilidade, pois a crise climática exige soluções de longo prazo e, como planejado para 2030, apenas aquelas empresas que estiverem prontas para dar respostas sustentáveis a sociedade seguirão no jogo.
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