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Localizado em meio a serra portuguesa, o data center é um dos maiores da Europa e também um dos mais eficientes em termos energéticos. A Portugal Telecom abriu, hoje, na Covilhã seu oitavo data center no país. Sem dúvida o mais importante, tanto pela dimensão quanto pelo design e abrangência de serviços. Um projeto em que o grupo espanhol de Engenharia, Quark TS desempenhou um papel fundamental.
 
As dimensões já eram conhecidas: um terreno de 75.500 m2, onde serão construídos quatro edifícios idênticos em diferentes estágios, dependendo da demanda. Hoje já está em funcionamento, um grande cubo de 55 x 55 metros, com seis salas técnicas de cerca de 500 m2 cada.
 
O data center responde a um conceito claro: a simbiose entre arquitetura, ambiente e tecnologia. A prova disso é o projeto sustentável apresentado. Ao redor do complexo encontramos um parque fotovoltaico, que suporta 30% do consumo de energia no edifício auxiliar onde estão localizados os escritórios da Portugal Telecom.
O data center está localizado em meio a um espelho d’água, que tem dupla função: além do efeito estético (reflete um cubo flutuando sobre a água e as nuvens do céu, referindo-se à oferta de cloud PT), também cria um microclima que permite resfriar o ambiente e coleta água da chuva para uso dos chillers, quando necessário.
 
A refrigeração é outra chave do eficiente data center. A escolha da Covilhã como destino para a instalação não se deu somente pela sismicidade do terreno, mas também pelas baixas temperaturas durante o inverno. Tanto que o centro de dados pode ser resfriado por free cooling 99% do tempo, combinado com resfriamento adiabático. De acordo com a PT, só seria necessária a utilização de chillers 6 dias por ano. Ao todo, a unidade tem um PUE de 1,25.
Disponibilidade e Segurança
 
Juntamente com a eficiência, a Portugal Telecom não esqueceu da disponibilidade. Certificado como Tier III, embora pudesse ser um projeto multi-tier e ter salas de nível IV, o data Center responde a um esquema N+1.
 
O data center contém 12 geradores (cada um com capacidade de 1.875 kVA) e dois tanques com 80 mil litros de diesel, o suficiente para abastecer o complexo por 36 horas.
As salas de TI suportam uma densidade de 2,2 kW, por metro quadrado, e cada sala pode alojar entre 260 e 280 racks.
A segurança é uma das principais preocupações da empresa, por isso o centro de dados tem vários sistemas de proteção, incluindo o reconhecimento das veias da palma da mão e controle de peso. 
A referência para a nuvem
 
Após um investimento de 99 milhões de euros, a Portugal Telecom quer tornar este data center a pedra angular dos seus serviços de dados, com uma oferta end-to-end: serviços de armazenamento e conectividade, segurança e computação em nuvem por meio de seu portfólio de SmartCloud.
Nesta estratégia, o Brasil tem um lugar importante. Primeiro, porque este data center estará conectado com os data centers da PT em Lisboa, Brasília e, em breve, na África. Além disso, em serviços em nuvem a empresa tem uma estratégia alinhada entre Portugal e Brasil, que em breve deve incorporar mais serviços em nuvem no país sul-americano.
 
Como insiste em afirmar Zeinal Bava, CEO da empresa, “este data center não é um projeto para a Portugal Telecom, é um projeto para Portugal". O executivo disse que "temos que ter um projeto para cada coisa que fazemos." Com esta instalação, eles realmente conseguiram.