Por meio de parcerias, a meta da Telebras é construir três cabos submarinos, um ligando o país aos Estados Unidos, outro à Europa e um terceiro à África.
De olho nos benefícios que o grande projeto pode oferecer, Portugal tem lutado para ser o elo do Brasil com a Europa.
O cabo submarino brasileiro representa uma enorme oportunidade de negócio e de receitas para o país, em virtude do tráfego cursado.
Apostando no esforço político e diplomático para integrar o projeto, a Assembleia da República portuguesa vem propondo ao governo que inicie “um trabalho rigoroso de levantamento e estudo das condições necessárias que possibilitem o país fazer parte do grandioso projeto brasileiro.
Tal recomendação foi aprovada este mês e publicada esta semana no Diário da República português.
A medida aponta que o Governo deve desenvolver “todas as ações, junto à União Europeia, para que a ligação entre o Brasil e a Europa, através de cabo submarino de fibra óptica, seja feita através de Portugal”.
Vale ressaltar que o maior investidor do projeto é a espanhola IslaLink Submarine Cables, empresa experiente na área, com diversos cabos na Europa. 35% estão nas mãos da Telebrás e outros 20% em fundos de investimento.
Segundo a Assembleia Portuguesa, o país tem “as melhores condições para assegurar que a amarração do cabo seja feita em território português; alinhando-se com as declarações do Presidente da Comissão Europeia que elegeu Lisboa como ponto de amarração”, podendo assim “contribuir para aumentar a competitividade, reduzir os custos das ligações e dar um novo impulso ao crescimento da economia digital em Portugal”.
De acordo com a Telebras, a previsão é de que o cabo entre em operação 18 meses após o início da construção, prevista para iniciar ainda este ano.
Esse será o segundo cabo, conectando o Brasil a Europa. O primeiro é formado por um consórcio de 19 empresas, dentre elas, a Embratel.