A Parks acaba de lançar o canal POL Parks, primeira oferta de POL (Passive Optical LAN) desenvolvida com tecnologia 100% nacional. O POL é uma plataforma que substitui as redes convencionais baseadas em cabeamento estruturado de cobre por fibra ótica de muito longa distância, alta disponibilidade e performance, com redução drástica do consumo de energia, da ocupação de espaço e dos elementos utilizados na rede.
Uma rede LAN de cabeamento metálico tradicional tem limitação de capacidade máxima de transmissão e de distância, não ultrapassando 100 metros por ponto de acesso. Já a solução POL suporta distâncias de até 20 km sem usar elementos ativos, como switches, ao longo da distribuição da rede, o que também evita que o sinal sofra com interferências eletromagnéticas e com a falta de pontos de alimentação elétrica ao longo do caminho, que são comuns em ambientes fabris e aeroportuários.
Um estudo de caso interno promovido pela Parks possibilitou estabelecer que para uma rede amostral de 500 pontos de dados e 500 pontos de telefonia, na estrutura cabeada convencional seriam necessários 21 switches e 500 telefones IPs para distribuição. Já na POL, 1 OLT (ativo central da rede) e 125 ONUs (Conversor de dados e telefonia) dão conta de toda a estrutura, reduzindo os ativos de rede em 52%.
No mesmo exemplo, a rede convencional consumiria 6.868 KWh de energia por mês, somando em torno de R$ 2.313,44 mensais (calculados segundo o reajuste da tarifa de energia elétrica aplicado à indústria), enquanto a POL reduz este gasto em 49%, chegando a 3.528 KWh ao mês, ou R$ 1.188,38 mensais, gerando economia de R$ 13.500,72 ao ano.
“A rede POL é ideal para setores como o industrial, onde a interferência eletromagnética de máquinas, soldas e outros artefatos e processos é um entrave à transmissão de dados na rede convencional, além de segmentos como o predial, já que incluir a POL no projeto de rede de um edifício significará economia de energia e espaço, bem como redução de custos de manutenção e flexibilidade a adaptações futuras”, comenta o gerente do canal POL da Parks, Cleber Horn.
A POL também se aplica a ambientes como os de instituições de ensino, hospitalar, centros comerciais, portos e aeroportos, hotéis e call centers, entre outros.
Baseada em tecnologia GPON (Gigabit Passive Optical Network) desde o data center até a ponta, que possibilita dividir uma via de fibra ótica em até 64 pontos óticos, utilizando apenas elementos passivos (Splitters) ao longo da rede, a POL diminui Capex e Opex ao mesmo tempo em que aumenta a disponibilidade da rede, criando uma arquitetura com gerenciamento simples e ágil, a partir de um painel centralizado de software que possibilita a TI das corporações gerir à distância todos os ativos da rede, fazer balanceamentos, alterações e correções, entre outros recursos.
Tudo isso aliado ao suporte para unificação de serviços de voz, dados e vídeo faz com que a solução POL auxilie CIOs a vencerem um de seus principais desafios atuais: a integração da TIC à estratégia de negócio das empresas.
O diretor da Parks, Fábio Cierro, destaca que o desenvolvimento próprio de toda a tecnologia utilizada na solução POL Parks contribui para ampliar o escopo de benefícios da oferta.
“Temos uma equipe de 50 engenheiros dedicados ao desenvolvimento desta tecnologia, na qual já investimos aproximadamente R$ 12 milhões. Nossa experiência de quase 50 anos em Telecomunicações nos permitiu aliar expertise e inovação para atender às necessidades de nossos clientes, criando a solução POL”, comenta Cierro.
Com o novo canal, a Parks projeta fechar em torno de 100 contratos em 2015, ano em que a POL Parks deverá representar em torno de 30% do faturamento, que em 2014 foi de R$ 50 milhões.
O executivo explica, ainda, que por ter fábrica no Brasil a Parks garante prazo de entrega imediato na maioria dos casos, além de flexibilidade em implementações técnicas por ser desenvolvedora da tecnologia e fabricante dos equipamentos.
Suporte técnico local em português, equipe de apoio especializada em GPON e nas aplicações POL (Passive Optical LAN) e equipamentos com opção de adesão pelo FINAME, que permite pagamento em até 96 meses, com carência entre 3 e 24 meses, com taxas que variam entre 6,5 a 7% ao ano, são outros benefícios da fabricação local.
Participante do PPB – Processo Produtivo Básico, programa do Governo Federal que estabelece benefícios fiscais para empresas que desenvolvem equipamentos com tecnologia nacional, a Parks também projeta crescimento no setor governamental, já que tem preferência de 25% em compras públicas.