O Ministério das Comunicações está focado em "atrair investimentos" para o país e "garantir sustentabilidade para as empresas" do setor. A fala é do secretário de Telecomunicações, Maximiliano Martinhão, que participou nesta terça-feira (3) da inauguração de uma fábrica de cabos de fibra ótica em São José dos Pinhais, no Paraná.
"Sem empresas como essas, seria difícil implementarmos o programa Banda Larga para Todos, mencionado como meta pela presidenta Dilma na campanha", disse o secretário, reforçando que o aumento da produção de cabos de fibra ótica no país também colabora para atender a demanda criada pelo Governo Federal no âmbito do Programa Nacional De Banda Larga (PNBL).
De acordo com o portal do Ministério das Comunicações, a entrada de uma nova fábrica de cabos óticos no mercado brasileiro, segundo o secretário, irá colaborar para melhorar a competitividade de preços no setor de insumos das redes de telecomunicações. Isso ajuda a tornar mais acessível à população os serviços de telecomunicações e de acesso à internet a um preço justo e com qualidade adequada.
O Brasil ocupa, hoje, a terceira posição na América Latina e Caribe no Índice de Desenvolvimento da Banda Larga, publicado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo Martinhão, atualmente o Brasil consome, em média, 5 milhões de km de fibra ótica por ano, podendo alcançar até 9 milhões nos próximos anos.
A Sterlite Conduspar é resultado de uma parceria entre a empresa paranaense Conduspar e a indiana Sterlite Technologies. Por ano, a empresa terá capacidade para produzir 1 milhão de quilômetros de fibra ótica - mas já há o compromisso dos investidores em dobrar essa capacidade. Para construir a unidade, foram investidos R$ 30 milhões. A fábrica vai contribuir para o aquecimento da economia local e gerar empregos diretos e indiretos.
A fibra ótica virá da sede da Sterlite, na Índia, será "cabeada" no Brasil e distribuída para toda a América Latina. O material é fundamental para proporcionar a qualidade nas redes de telecomunicações; permite prover serviços de internet rápida, seja nas redes de transporte, seja na implantação das novas tecnologias de entrega de serviço direto ao usuário.