A principal razão para escrever este artigo é mostrar ao leitor os principais erros que são cometidos em projetos de implementação ou reformas de pequenos e médios data centers. Em projetos de grandes data centers, enterprise ou comerciais, normalmente temos uma equipe de projetistas multidisciplinares que, aplicando seus conhecimentos e experiências, e seguindo as melhores práticas e normas dedicadas aos data centers, minimizam aplicações e conceitos desatualizados, evitando os chamados erros repetitivos.
Já nos data centers de uso próprio, cuja demanda é de poucos racks (entre 30 ou 40), a realidade é bastante diferente, apesar da criticidade ser basicamente igual aos grandes data centers.
Justamente devido à criticidade e à elevada demanda por alta disponibilidade, às vezes a implantação é até mais difícil de ser levantada e dimensionada de imediato pela equipe técnica de TI e alguns erros básicos são cometidos.
Orçamentos muito reduzidos também podem induzir a erros, pois muitas vezes levam a soluções equivocadas e à compra de equipamentos e insumos não adequados, que cedo ou tarde precisarão ser substituídos, a custos que normalmente podem chegar ao dobro do custo inicial.
Um data center é uma instalação bastante complexa, com várias especialidades de engenharia aplicadas e, nesse caso, em áreas pequenas e complexas.
Vale lembrar que temos em um data center as seguintes especialidades de engenharia:
a) Arquitetura e civil: edificação, estudo de fundações, impermeabilização, piso elevado, paredes corta fogo, portas corta fogo, estanqueidade, base de equipamentos em áreas externas, etc.
b) Elétrica: entrada de energia, gerador de emergência, quadros elétricos, distribuição de energia interna, dimensionamento de UPS e demais equipamentos elétricos, sistema de aterramento, etc.
c) Mecânica: ar condicionado, sistema de combate a incêndio, racks, distribuição de ventilação, confinamento, sistema de diesel, etc.
d) Conectividade: Backbone, solução de cabeamento óptico e metálico.
e) Segurança: sistemas de detecção de incêndio, CFTV, controle de acesso, monitoração ambiental, BMS, DCIM, etc.
Agora, pensemos que é preciso agregar toda esta engenharia em pequenos espaços e, preferencialmente, com custos acessíveis para possibilitar validação dos investimentos junto a alta direção. Não podemos esquecer que grande parte das empresas são de atividades não vinculadas à área de TI, e que o convencimento para investimentos em uma área não “FIM” da empresa, deve estar bem embasado para que se tenha uma aprovação do investimento.
Se esta integração não for adequada, erros acontecem. Minha intenção é demonstrar como evitar alguns já bem conhecidos. Para isso, clique aqui e leia o texto na íntegra.
Comments