O Governo do Ceará, através da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado (Secitece), apresentou na manhã desta terça-feira (10), no auditório da Federação das Indústrias do Ceará, o relatório final do "Estudo de Viabilidade para a Implantação do Parque Tecnológico do Ceará"; contando com a participação de mais de 130 pessoas, dentre empresários, representantes de universidades e de membros da esfera governamental.
O Parque Tecnológico do Ceará foi concebido como parque urbano multicampi de porte médio sediado em Fortaleza, e com unidades em Sobral, Eusébio, Cariri e Quixadá, que funcionarão em articulação com as instituições de pesquisa e de C&T, que já atuam nas regiões. O parque ocupará uma área total de 115 mil m², considerando-se uma média 23 mil m² em cada localidade. Dessa área total, 69 mil m² serão considerados como área útil para loteamento e construção das instalações do parque.
O estudo de viabilidade do Parque Tecnológico é resultado de diversas oficinas coordenadas por uma consultoria feita pelo Banco Mundial a pedido da Secitece. Durante cinco meses, vários atores de instituições ligadas à Ciência e Tecnologia – UFC, Uece, IFCE, Embrapa, Padetec, Nutec, Centec, Sistema Secitece, BNB, Fiec, Sebrae, instituições de Ensino Superior, entre outras – estiveram envolvidos nas discussões que culminaram no documento.
A professora Fátima Ludovico, responsável pela elaboração do projeto, explicou que o estudo foi elaborado em quatro fases. A primeira compreendeu o levantamento de experiências bem sucedidas no Brasil e no mundo, com a análise de 20 casos de sucesso, com destaque para Tuspark, exemplo de parque multicampi chinês e os parques brasileiros de São José dos Campos e o da Bahia. A ideia é tornar o parque cearense não exclusivo, multissetorial, multi-institucional; modelo adotado pelas principais iniciativas globais.
O parque cearense compreenderá as áreas de TIC, energia, agroindústria, saúde, materiais e meio ambiente e atenderá empresas de base tecnológica, prestadoras de serviços, empresas consolidadas que investem em P&D e novos arranjos produtivos.
Modelo de Gestão
O estudo também definiu os modelos de gestão e governança, prevendo uma estrutura enxuta e flexível com poucos níveis hierárquicos, contando com Conselho de Administração, presidido pelo secretário da Secitece; Conselho Fiscal, Diretor Presidente, Diretor de Operações e Diretor de Desenvolvimento de Negócios, além de Comitês Temáticos de Assessoramento.
Para a implantação e funcionamento do Parque serão utilizados tanto fontes próprias de recursos estaduais, através do Fundo de Inovação Tecnológica do Ceará (FIT), quanto verbas oriundas de empresas, instituições interessadas e de outros fundos de subvenção econômica.
"O setor de CT&I é hoje um segmento fortíssimo da economia, porque tudo exige conhecimento tecnológico. O parque não é só um espaço físico, mas uma política de Estado. Temos uma capacidade extraordinária instalada, mas precisamos reter essas pessoas no nosso Ceará", pondera o secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará, Inácio Arruda.
Comments