A Microsoft acaba de anunciar a criação da divisão de Justiça e Segurança Pública no Brasil, incluindo defesa nacional e segurança cibernética. A nova área será responsável pela oferta de softwares e serviços de tecnologia da informação, que ajudem a tornar processos mais ágeis, integrados, produtivos e eficazes, em esfera estadual e federal.
A empresa já possui um departamento de Justiça e Segurança Pública nos Estados Unidos, França, Alemanha e Rússia. No Brasil, o coronel aposentado da Polícia Militar de São Paulo, Alfredo Deak, está à frente da divisão.
Assim como em outras áreas de negócio da Microsoft, a atuação da divisão de Justiça e Segurança Pública terá como principal pilar o trabalho com empresas parceiras. Os primeiros passos para fortalecer esse alicerce já foram dados no Brasil, já que a Microsoft firmou acordos com companhias como Motorola Solutions, Telefônica, Genetec e Esri.
A Motorola Solutions será a parceira da Microsoft na oferta de sistemas de radiocomunicação. A infraestrutura de telecomunicações para data centers. À Telefônica caberá a gestão e suporte técnico de ambientes computacionais. Já a Genetec será a parceira na gestão de sistemas de vídeo-monitoramento, enquanto a Esri atuará com sistemas geográficos de informações.
O lançamento da área de Justiça e Segurança Pública pela Microsoft Brasil é parte do programa de cidades sustentáveis da companhia, o City Next. A iniciativa prevê o uso de tecnologias como big data, computação em nuvem e mobilidade para aprimorar a qualidade de serviços públicos, entre eles os de segurança.
“Assim como já vemos acontecer no ambiente empresarial, as novas tendências do mercado de TI vão ampliar o horizonte de atuação de governos, contribuindo para a melhoria de serviços atrelados ao desenvolvimento econômico e social do país. Na área de segurança pública o exemplo de Nova York mostra como a tecnologia pode contribuir para combater o crime e proteger os cidadãos”, disse o presidente da Microsoft Brasil, Mariano de Beer.
Segundo Alfredo Deak, muitas operações são comprometidas pela fragmentação das informações fornecidas por sistemas de controle incapazes de oferecer um panorama completo da situação. O objetivo da Microsoft é apoiar governos para que isso deixe de ser uma barreira e o nível de segurança oferecido aos cidadãos seja ampliado.
Outro mercadol vislumbrado pela Microsoft no Brasil é o de controle de fronteiras. A companhia acredita que a TI pode ser um aliada importante para governos, no combate ao tráfico de drogas, armas e evasão de riquezas naturais.