Após a quarta tentativa, o Rio de Janeiro enfim vai sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos em 2016. Esta será a primeira vez que uma cidade sul-americana recebe os Jogos. 

Com um projeto orçado em R$28,8 bilhões, a Cidade Maravilhosa deixou para trás Chicago, Tóquio e Madri. A previsão é de que a experiência adquirida na organização do Jogos Pan-Americanos de 2007 e da Copa do Mundo de 2014 seja posta em prática para a realização do maior evento esportivo do mundo.

Para questões de TIC, a Embratel foi escolhida para patrocinar o evento pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). A estrutura de comunicação dos Jogos será fornecida pela empresa brasileira de telecomunicações, juntamente com a Atos, Cisco e EMC. Caberá às empresas trabalhar para abastecer as provas de dados e difundir o conteúdo das competições para o mundo.

A Embratel será a hospedeira e responsável pela conectividade de rede. A Cisco e EMC entrarão com os equipamentos, enquanto a Atos gerenciará a infraestrutura de armazenamento e proteção de dados. 

Para o Jogos, a Atos mudou seu modelo de hospedagem de serviços TI para usar serviços Cloud fornecidos pelos parceiros de hospedagem do evento. A transição de um modelo de hospedagem contemporânea para um modelo em Cloud foi possível devido a um bom nível de conhecimentos técnicos, como instalações de infraestrutura. O novo modelo baseado em Cloud permite entregar serviços de TI de forma mais eficiente com a capacidade de expandir e contratar os recursos de TI com base na demanda do usuário.

O gerente de segurança de TI da Atos, Shailesh Chauhan, detalha que a empresa tem trabalhado com a rede de hardware e de seus prestadores de serviço desde o início do projeto. A intenção é entregar serviços de TI dos Jogos para dispositivos multiplataforma, incluindo PC’s, laptops, tablets e smartphones. 

As soluções de tecnologia que serão usadas têm sido experimentadas e testadas em plataformas de hardware e software por fornecedores de serviços de rede. Estes incluem switches de rede da Cisco, dispositivos de gerenciamento de tráfego Cisco, firewalls de vários fornecedores, hardware do servidor UCS, armazenamento EMC; tudo em um fator de forma de alta disponibilidade.

Além de implementar e operar a rede olímpica, a Embratel irá colaborar no planejamento da estrutura. Para a realização do evento serão entregues 10 famílias de serviços que incluem data centers, acesso à internet de alta capacidade, serviços de dados, voz, mobilidade, CATV e Wi-Fi, por meio de rede 100% Embratel e Claro. A sede do comitê organizador na Cidade Nova, centro do Rio, já utiliza os serviços de voz, dados, internet e data center (Webhosting e Colocation) desde 2013.

Infraestrutura de Telecomunicações

Durante o evento, o Rio de Janeiro irá receber representantes de 206 países, além de milhões de visitantes; a estimativa é de que mais 21 mil jornalistas estejam cobrindo o evento. Esses fatores certamente demandarão uma infraestrutura de telecomunicações nunca vista antes. A Embratel adianta que a construção do Backbone Olímpico já está em processo de finalização, a estrutura terá cerca de 360 quilômetros, o equivalente a 971 voltas em um campo de futebol padrão, ou a distância de 6.800 piscinas olímpicas enfileiradas em linha reta. A Embratel também vem trabalhando para a expansão das redes 3G e 4G, o que inclui melhoria de cobertura nos aeroportos, nos pontos de concentração e turísticos. A rede disponibilizada para o projeto olímpico é redundante e robusta, desde a formação do Backbone Olímpico até o acesso às instalações e sites olímpicos.   

Segundo Mário Rachid, diretor-executivo da Embratel Claro Empresas, a ampliação do Backbone e a robustez implementada para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos serão diferenciais para o Rio de Janeiro. Hoje, cinco data centers estão interligados por meio do backbone, o que garante aos clientes a contratação de uma infraestrutura com conectividade de baixa latência, já que a rede de fibra ótica é 100% Embratel.

"Estamos lançando novas ofertas e ampliando o portfólio. Com isso, nossos clientes – que já são atendidos por serviços de Data Center, Telepresença com Mobilidade e Cloud Computing, poderão ter soluções completas de Telecomunicações e TI."

Mário Rachid explica que trabalhar com a Claro para a realização dos Jogos, foi uma decisão estratégica, onde vem sendo aproveitado a especialidade de cada uma das empresas. As equipes têm como foco o trabalho em conjunto para ter o melhor resultado e deixar um bom legado. Neste desafio de excelência para os Jogos Olímpicos Rio 2016, serão utilizados mais de 60 mil pontos de rede, que irão conectar todas as arenas olímpicas simultaneamente, que contarão com aproximadamente 18 mil linhas fixas, 16 mil SIM cards, 3 milhões de SMS, dois data centers e 15 mil pontos de CATV.

Data Center 

O diretor-executivo da Embratel conta que os quatro data centers estão prontos para atender a especificidade de uma operação como os Jogos Olímpicos. Todos os aspectos de segurança, confiabilidade, flexibilidade, robustez, ou seja, tudo que é necessário foi feito para o atendimento e está homologado pelo COB. A empresa conta também com o Satélite Star One para oferecer mais qualidade e tranquilidade na transmissão de dados e imagens durante o evento. 

Hoje, a Embratel tem dois data centers em São Paulo e dois no Rio de Janeiro. Eles atendem à estrutura de TI interna da América Móvil no Brasil e aos clientes.

As instalações estão ligadas pela rede MPLS Embratel por estarem presentes nos principais nós de rede da Embratel. Desta forma, interconexões são possíveis via rede fotônica e/ou metroethernet.

Os sites dispõem de sistemas de climatização com confinamento de celular (in-row), desenvolvido para altas cargas térmicas, que pode suportar 15kva’s de energia em um único rack. Ideal para hospedagem de serviços em modelo hosting; sistemas elétricos independentes suportados por um sistema three BUS de UPS com 1500kva de energia por barramento, sistema modular distribuído em N células de 25kva cada, garantindo maior modularidade do site e, como consequência, maior disponibilidade e facilidade na operação/manutenção sem impacto para o cliente final. Os sites contam com sistema diesel, com capacidade para suportar até 72 horas com redundância, ou seja, capacidade atual de 144 horas. Também sistema elétrico independente da estrutura predial e cargas de TI e climatização em sistemas separados.

O diretor da Embratel destaca que a empresa segue as orientações da ASHRAE 90.1 com a recomendação de 22º +- 2º. O atual PUE está em 1,8. 

"Estamos trabalhando para reduzir para 1,6 até final do ano e para alcançar 1,5 no segundo trimestre de 2016.