O data center de contingência da Itaipu, acaba de ganhar dois conjuntos de nobreaks novos. O equipamento dá autonomia para manter o funcionamento da estrutura por até duas horas em caso de desligamento de energia, situação ocorrida, até então, apenas em manutenções programadas. 
 
Ao todo, foram trocadas quase sete toneladas de equipamentos; a operação envolveu cerca de 60 profissionais, do quadro próprio da Itaipu e de empresas terceirizadas, e quase 60 horas de serviço. A substituição ocorreu durante o feriado prolongado de Carnaval.
 
“Foi um Carnaval de muito trabalho”, afirmou Claudio Pertille, da Divisão de Suporte Técnico, um dos setores atuantes na tarefa.
 
Muito mais modernos que os equipamentos anteriores, as novas UPS, acrônimo para Uninterruptible Power Supplies, ou fonte de alimentação interrupta, possuem maior eficiência energética (superior a 95%). As fontes são capazes de suprir a carga do data center com um menor consumo de energia.
 
A nova tecnologia apresenta também outra vantagem: por ser modular (são seis racks), a manutenção é facilitada, o tempo médio de reparo reduzido e há possibilidade de ampliação, conforme a necessidade. “Antes, as unidades tinham que ser inteiramente trocadas quando obsoletas”, explicou Pertille. "Os novos UPS são de 80 kVA, mas podemos expandir até 160 kVA, sem trocar o equipamento."
 
 
A troca foi a primeira fase do projeto de modernização das UPS. Na segunda etapa será instalado um software de gerenciamento de infraestrutura de data center (Data Center Infrastructure Management, ou DCIM), o que permitirá à Itaipu otimizar ainda mais o consumo de energia. 
 
Redundância necessária
 
As UPS serão acionadas apenas caso as outras fontes de alimentação de energia do data center fiquem indisponíveis. São três fontes de abastecimento: duas delas oriundas da própria Itaipu e outra a partir de um gerador a diesel. Esta última só entra em ação caso as outras duas precisem ser desconectadas.
 
Embora haja perspectiva de que as baterias sejam pouco usadas, elas são uma segurança a mais para Itaipu, onde o nível de disponibilidade das principais aplicações e sistemas de informática é de 99,7% ao ano. Se nas estruturas de informática a redundância é uma recomendação, na hidrelétrica isso é adotado como regra.
 
O data center de contingência, por exemplo, onde elas estão instaladas, funciona de forma integrada e como um espelho do data center principal, situado na cota 133 da Casa de Força. A duplicação é necessária para garantir que os sistemas da Itaipu funcionem em caso de desligamento de uma das estruturas de data center.
 
“Atualmente, todos os sistemas informatizados da Itaipu estão 100% processados e armazenados nestes data centers, o que ilustra a importância dos sistemas de energia que os abastecem”, disse o superintendente da SI.GG, José Washington Medeiros.