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Os pesados investimentos na ampliação da rede de fibra ótica para atender ao Programa Nacional de Banda Larga e as redes de governo em todo país e a construção do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) impactaram o balanço da Telebras em 2014, o que se traduziu num prejuízo de R$ 117,3 milhões no período. O balanço foi aprovado pelo Conselho Fiscal e pelo Conselho de Administração, no último dia 23 de março e está disponível para consulta no site da Telebras e da Comissão de Valores Mobiliários e da Bovespa.
 
Investimentos
 
Em 2014, a Telebras ampliou em 4,3 mil km a sua rede de fibra ótica, chegando ao final do ano com 21 mil km em operação em 23 Estados e no Distrito Federal. Quando foi reativada, em 2010, a Telebras possuía pouco mais de 400 km de rede no Centro-Oeste.
 
Além disso, com o objetivo de levar serviços ao maior número de clientes nos municípios, em 2014 a Telebras investiu na implantação de mais 92 novas Estações de Atendimento, chegando a 321 Estações. Isso permitiu à companhia ofertar serviços diretamente em 412 municípios, atingindo cerca de 44% da população brasileira, equivalente a 25,5 milhões de domicílios.
 
A robustez e a confiabilidade da sua rede de fibra ótica permitiram à Telebras prestar serviços de telecomunicações de qualidade para a realização da Copa do Mundo de 2014. A empresa foi a responsável pelos serviços de transmissão de áudio e vídeo de alta definição (HDTV) dos 64 jogos da Copa do Mundo de 2014 sem nenhuma ocorrência de falha na rede de fibra ótica que atendeu o evento. Ao todo, foram transmitidos 166 terabytes de dados, em 517 horas de transmissão, no anel ótico interligando as 12 arenas da Copa ao Centro Internacional de Coordenação de Transmissão (IBC) da Fifa, no Rio de Janeiro.
 
Os investimentos no satélite geoestacionário também foram significativos em 2014: R$ 725 milhões, do total de R$ 1,8 bilhão do projeto, envolvendo a construção do artefato na França e as estações terrenas no Brasil (centro de operações e gateways).
 
Trata-se de um projeto estratégico para o país, que visa assegurar ao Brasil sua independência internacional no segmento satelital, garantindo o controle nacional das comunicações estratégicas do país e ampliando o atendimento às demandas do PNBL e das redes de governo, além de estimular a transferência e absorção de tecnologia.
 
O SGDC levará conexão de alta velocidade aos municípios mais remotos, aonde não chega a rede de fibra ótica da Telebras. Estima-se que o satélite, que entrará em operação no início de 2017, servirá para atender a mais de 2 mil municípios, em especial na Região Norte. O satélite também garantirá a segurança das comunicações na área do pré-sal, a chamada Amazônia Azul.
 
Outro projeto especial mencionado com destaque no Relatório de Administração – Exercício de 2014 da Telebras é o Cabo SUBMARINO Brasil-Europa, que busca assegurar ao país independência internacional no acesso à internet, garantindo preços competitivos. Para isso, a Telebras pretende constituir uma empresa com o objetivo de construir e operar o cabo submarino entre Fortaleza e Lisboa. A previsão é de que sejam investidos US$ 185 milhões no projeto.
 
O balanço da Telebras destaca também o avanço significativo de sua atuação comercial, buscando rentabilizar sua rede de fibra ótica. A empresa encerrou 2014 com 183 contratos comerciais e termos de aditamentos assinados e mais de 30 gigabites (Gbps) de banda ativada, o que representou um acréscimo de banda de cerca de 172% comparado ao ano de 2013 e um aumento significativo na receita de serviços prestados. Para reforçar a atuação comercial, a Telebras consolidou os escritórios regionais de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Belém.