Há 22 anos a Febraban – Federação Brasileira de Bancos – realiza a “Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária”, uma fotografia de como os bancos estão utilizando a TI e em que tipo investem. A pesquisa divulgada este ano, com os dados de 2013, mostra que os gastos do setor continuam crescendo e que respondem por uma fatia bastante expressiva de todo o mercado nacional de TI.
Esses investimentos refletem o movimento dos bancos no uso da tecnologia para atender a demanda de novos produtos e serviços de clientes que exigem praticidade, confiabilidade e mobilidade. Entre as novidades dos bancos, a Febraban destaca o recurso que permite realizar depósitos em cheques por meio da câmera do celular, que atua como scanner, já oferecido por algumas instituições bancárias.
O setor financeiro investiu ano passado um total de 20,6 bilhões de reais, o que representa um crescimento de 9% em relação ao ano anterior e 18% de todo o mercado brasileiro de TI – ante 15% em 2012, quando a despesa do setor com TI atingiu 20,1 bilhões.
Isso coloca o setor financeiro entre um dos mais importantes para o mercado de TI brasileiro, com participação igual à registrada em países emergentes como a Índia e desenvolvidos como a França e Reino Unido.
A aquisição de hardware continua liderando a aplicação de recursos, representando 41% do total investido. Em 2012 o índice correspondia a 40%. O diferencial está no aumento das despesas com software, que passou de 37% em 2012 para 40% do total gasto em 2013. Já os investimentos em telecomunicações diminuíram sua participação no total de gastos, passando de 21% (2012) para 18% (2013).
Os investimentos na aquisição e desenvolvimento de software refletem o crescimento dos meios eletrônicos, com transações feitas em Internet Banking, responsáveis por 41% das transações do mercado e do Mobile Banking, que representa cerca de 6% do total das transações realizadas.
Também são destaque as novas tecnologias e ferramentas para verificação de segurança, como leitura de impressões digitais em smartphones e reconhecimento facial.
Mas, segundo a análise, ainda não é hora de apostar no fim dos mecanismos tradicionais de verificação de senhas, tokens etc.
A pesquisa também aponta que nos próximos anos haverá uma convergência de tecnologias entre os segmentos de Internet e Mobile Banking, que deverão se tornar ferramentas complementares e não substitutas.
Para os bancos, essa convergência traz desafios e será preciso entender o perfil de cada um deles para oferecer funções e facilidades específicas para que o cliente tenha a melhor, mais prática e mais segura opção para cada necessidade.
Para realizar a pesquisa, a Febraban consultou 18 das principais instituições financeiras do país, que correspondem a 97% do mercado, considerando o número de agências e 90% dos ativos totais do setor bancário.
Data Center
Dentre os principais bancos privados brasileiros, Itaú e Santander vêm investindo pesado, quando o assunto é data center. O Itaú escolheu Mogi-Mirim para sede de seu novo Centro Tecnológico, que terá um dos maiores data centers do mundo. A primeira etapa das obras do data center do Itaú-Unibanco, localizado às margens da Rodovia já passa pelos serviços de acabamento do que já foi estruturado. No último mês de março, começou a fase de adequação do prédio com equipamentos de tecnologia, contratação e formação das equipes de trabalho.
Já o Santander, escolheu a cidade Campinas-SP, para construir seu novo data center, que será inaugurado no próximo dia 23. A instalação é considerada uma das três melhores do mundo pelo Uptime Institute.