O Ministério das Comunicações criou, este mês, a Câmara de Gestão e Acompanhamento do Desenvolvimento de Sistemas Máquina a Máquina. A instauração da câmara ocorreu durante um workshop realizado no auditório do MiniCom, em Brasília, com o objetivo de coletar informações de empresas que atuam no segmento.
O diretor de Banda Larga do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, presidiu a solenidade de instauração da Câmara de Gestão. Na ocasião, ele destacou que esse evento inicial foi um canal importante para identificar as demandas do setor, o que vai acabar pautando as discussões que serão tratadas pelos membros da câmara.
Objetivos
De acordo com o portal do MiniCom, estão entre os objetivos da câmara acompanhar a evolução e o surgimento de novas aplicações máquina a máquina e coordenar a cooperação técnica entre prestadoras de serviços de telecomunicações, fabricantes de equipamentos e entidades de pesquisa. Além disso, os seus integrantes vão trabalhar na formulação de políticas públicas para o setor. "Existe todo um espaço a ser construído, toda uma política a ser formulada para ampliar o tema no país", destacou.
Composição
A Câmara de Gestão é composta por membros dos ministérios das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Inovação; da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel); além de representantes da indústria, das prestadoras de serviço em telecomunicações, de instituições de ensino e desenvolvedores de aplicações para o segmento.
Desoneração
Em maio, foram desoneradas as taxas cobradas sobre dispositivos M2M, em 80%. Segundo avaliação de especialistas, o formato tributário anterior impedia o desenvolvimento do setor. Com o desoneração, a expectativa é que o país salte dos atuais 8 milhões de acessos para 23 milhões, em 2016.
Com a desoneração, a Câmara de Gestão teve sua primeira reunião na última semana, mas uma possível expansão do benefício, com uma revisão do conceito de interferência humana, não estava na pauta. Segundo a Anatel, esse tipo de conexão M2M só contava com 146.713 de acessos em agosto, dentro de um universo de mais de 9,2 milhões de conexões (dado de julho) com um potencial de crescimento enorme, considerando a explosão da Internet das Coisas (IoT).