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Companhias brasileiras, especialmente as pequenas e médias, não têm condições de investir num datacenter e apostam na computação em nuvem.

Muitas empresas já questionam se é necessário ter uma infraestrutura própria de TI. Além do preço, a demora na construção de um datacenter – entre um e dois anos – é um fator crítico para essas empresas.

Esse fato tem impulsionado os investimentos em cloud computing para ser usada no modelo IaaS (infraestrutura como serviço, na sigla em inglês).

Dados da consultoria IDC revelam tendência de crescimento para essa tecnologia: em 2010, o mercado nacional de IaaS pública movimentou US$ 35,8 milhões, ou 50,3% do setor de cloud computing. Para 2011, é estimado um faturamento de US$ 56 milhões, crescimento de 56%.

Para 2012, o crescimento esperado é ainda maior: a receita deve bater os US$ 90 milhões, crescimento de mais de 60% ao ano no período 2010-2012. Segundo o Gartner, instituto de pesquisa norte-americano, o segmento de cloud computing irá movimentar US$ 10 bilhões de dólares em todo o mundo até 2014.

Oportunidades e desafios

Estudo feito pela consultoria Deloite e publicado pela revista ComputerWorld com as 350 maiores empresas de TI e Telecom no Brasil mostra que 60% das respondentes da pesquisa já possuem computação em nuvem. Desse universo, 25% das empresas disseram que IaaS já é o segundo produto de cloud mais comercializado: só perde para SaaS.

Na opinião de 41%, a infraestrutura como serviço deverá ser a modalidade de maior crescimento nos próximos anos. As empresas já antevêem oportunidades de negócio com a venda de infraestrutura como serviço. A maior dúvida, além da segurança, é como cobrar sobre esse tipo de serviço.

Conforme entrevista concedida ao Datacenter Dynamics Brasil, o diretor de Marketing da área de Enterprise Server Storage Network (ESSN) da HP Brasil, Alexandre Kazuki, diz que haverá uma combinação de nuvens públicas e privadas. A HP aposta numa infraestrutura convergente e flexível às necessidades dos clientes, com níveis de serviços.

O incremento do uso de computação em nuvem também irá impactar os fornecedores de produtos de telecomunicação. O aumento de dispositivos conectados à Internet, a maior oferta de banda larga (e a chegada do 4G), além da cloud computing irão impulsionar os negócios das empresas de telecomunicações.



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