O Grupo Binário decidiu fazer de 2016, um ano voltado para o segmento de data center de pequeno porte. Para disponibilizar essa oferta, expandiu sua rede de parceiros, firmando acordos com fabricantes como Schneider Electric, Stulz, SmartCube, Huawei e CA Technologies. Em fevereiro deste ano, a empresa passou a disponibilizar serviços de Consultoria e Diagnóstico, com objetivo de ajudar o cliente a definir o modelo adequado e a modalidade de data center.
 
Para a infraestrutura física e lógica de TI, o Grupo Binário assumiu a implantação completa do cabeamento metálico e ótico; instalação, configuração de switches e roteadores, definição de sistemas, protocolos, instalação de servidores e sistemas de armazenamento.
 
Em relação à gestão e operação, a empresa conta com três centros de gerenciamento de redes e infraestrutura (NOC), localizados em São Paulo, Barueri (SP) e Maceió (AL), com sistemas capazes de identificar e alertar desvios de comportamento de elementos antes que se tornem falhas críticas. O centro de gerenciamento também pode ser estruturado e instalado no ambiente do cliente.
 
A iniciativa, posta em prática há seis meses, vem trazendo resultados positivos. Marco Wasser, gerente de Soluções para Data Center do Grupo Binário conta como vem sendo este ano para a empresa, que marcará presença no DatacenterDynamics Converged São Paulo 2016.
 
DatacenterDynamics: O que levou o Grupo Binário a investir em data center de pequeno porte?
 
Marco Wasser: O mercado reconhece a Binário como uma integradora principalmente de rede, que trabalha com equipamentos de grande porte (switching e routing). Por nossa experiência, percebemos que, na maioria dos casos, dos clientes de enterprise, estes equipamentos não eram instalados em ambientes apropriados, incluindo servidores e storages. Um ambiente inadequado compromete a disponibilidade e reduz drasticamente a vida útil dos equipamentos.
 
A partir desta percepção, fizemos um minucioso planejamento em 2015, preparando o portfólio, certificando nossa equipe; em fevereiro deste ano, passamos a disponibilizar a oferta juntamente com o serviço de infraestrutura de cabeamento.
 
DCD: O serviço começou a ser oferecido em fevereiro deste ano. Até aqui, quais foram os resultados obtidos? 
 
M.W.: Os resultados têm sido muito bons. Temos muitos projetos em desenvolvimento e os clientes estão entendendo os benefícios relacionados a esse portfólio. Estamos contentes por cumprir a meta nesses primeiros seis meses de operação. 
 
DCD: Por que expandir a parceria com a Schneider Electric, Stulz, SmartCube, Huawei e CA Technologies? 
 
M.W.: As parcerias levam aos nossos clientes uma solução integrada, composta pelos melhores produtos disponíveis no mercado. Um data center reúne uma coleção de disciplinas, entre elas a infraestrutura física: paredes, piso, teto, portas etc. Bem como elétrica, climatização, racks, detecção e combate ao incêndio e operação e monitoramento dessa estrutura toda, por meio de sistemas de DCIM.
 
Nossos parceiros são definidos por meio de um estudo exigente dos produtos, primeiramente pelo aspecto técnico, depois reconhecimento de mercado, aplicação em casos de sucesso, entre outras avaliações feitas por nós.
 
Esta é uma pergunta interessante, pois esclarece um vício de percepção de algumas pessoas, inclusive de áreas técnicas, que enxergam o data center apenas como estrutura, como uma caixa de armazenamento, e não como um todo. 
 
DCD: Gostaria que falasse um pouco dos centros de gerenciamento de redes e infraestrutura (NOC).
 
M.W.: Nossos NOCs (três no total) têm como função principal o gerenciamento, monitoramento e operação da rede de nossos clientes. Neles, são monitorados todos os elementos de rede como switches, routers, access points, segmentos de rede, links, firewalls etc.
Esse monitoramento é responsável por dar informações de equipamentos e links de forma preditiva, permitindo que identifiquemos possíveis falhas e entremos em ação antes que elas realmente aconteçam.
 
Como esses NOCs estão conectados aos ambientes de nossos clientes, implementamos neles a função de DCOC (Data Center Operation Center), com sistemas de DCIM capazes de informar sobre níveis de utilização e energia, de climatização, entrada e saída de pessoas, cabos desconectados, alteração de temperatura em equipamentos e setores específicos, necessidades de ativação manual do gerador, entre outras funções.
 
DCD: Qual é a importância do centro de gerenciamento em Maceió? 
 
M.W.: O NOC de Maceió foi construído especialmente para um projeto do governo, a Nova Infovia Digital Alagoas. Foi uma oportunidade de criar um terceiro NOC, que também está interligado com os outros e em caso de falha, pode ser chaveado para a outra localidade.
 
DCD: Como o Grupo Binário avalia o mercado de data center brasileiro hoje?
 
M.W.: Com a crise política e econômica, muitas empresas têm investido para manter seus data centers atualizados, quando próprios, dentro dos padrões de qualidade e performance que garantam a disponibilidade dos seus negócios. Esses padrões requerem acompanhamento recorrente dos indicadores de energia e, principalmente, de uso do sistema de climatização. 
 
Essas necessidades criaram uma demanda de mercado em que nos destacamos por nosso conhecimento avançado, tanto nos equipamentos que estão instalados nos data centers e seus parâmetros de funcionamento, quanto pela experiência de engenharia das instalações.
 
Outro ponto importante, é o custo de energia de um data center que é extremamente alto, sendo que o sistema de climatização, em quase todos os casos, representa 50% do valor ou mais. Entendemos que essa porcentagem elevada, em termos de consumo de energia, é resultado da falta de atualizações e implementação de equipamentos e da falta de adoção de padrões atuais.
 
DCD: O que o grupo vem fazendo para driblar a crise?
 
A crise sempre é um momento de reavaliação, mas acreditamos que é um momento passageiro, por isso não paramos de investir para que a Binário esteja preparada para a recuperação do mercado. 
 
Atualmente, estamos ampliando nossa atuação em outras regiões como forma de equilibrar o negócio e continuar crescendo. O ano de 2015 foi um ano muito bom para nós, tivemos um crescimento de 30%.O primeiro semestre de 2016 foi um pouco mais desafiador, mas temos grandes expectativas para o 2º semestre, que promete ser muito próspero e com grandes projetos se concretizando.
 
DCD: Que outras soluções a empresa oferece para o setor de data center?
 
O Grupo Binário oferece soluções completas para data center, desde a consultoria, piso elevado, ar condicionado, até os próprios equipamentos como servidores, storages etc. Também oferecemos serviços, como o monitoramento pelo NOC, assistência técnica 24X7, manutenção e troca de equipamentos. Enfim, tudo que uma empresa precisa em termos de TI. São soluções completas que permitem aos nossos clientes focar em seu negócio, como é o caso da DASA.
 
Todos os produtos que representamos e integramos são para data centers, como switches e roteadores de grande capacidade de portas e processamento.