O sistema de segurança e privacidade CelAzul, tecnologia de criptografia totalmente desenvolvida no Brasil, acaba de ser reconhecido pelo Governo Federal como sistema estratégico paro fins de defesa nacional contra a espionagem em plataformas móveis de telecomunicações.
A nova classe de criptografia foi projetada no laboratório de pesquisa e desenvolvimento da empresa de segurança ZTec, de Brasília, e foi construída a partir de um tipo de algoritmo de domínio exclusivo da Agência Brasileira de Inteligência - ABIN.
Juntamente como o certificado de "Produto Estratégico" concedido à plataforma CelAzul, o Governo reconheceu a Ztec como Empresa Estratégica de Defesa, através de certificação concedida pela Comissão Mista da Indústria de Defesa, que abrange diversos órgãos e ministérios.
Além de ganhar espaço nas compras governamentais, a ZTec pretende oferecer soluções de criptografia também para o setor privado, através de uma parceria com a Aker, outra empresa de segurança de Brasília, que detém a certificação de Empresa Nacional de Software e Inovação (Certics), também instituída pelo Governo Federal.
Em cooperação com a Aker, a ZTec está portando a plataforma de segurança CelAzul para livre comercialização no mercado, através da substituição da criptografia militar da ABIN por uma combinação de algoritmos no padrão AES 250 e RSA, reconhecidos como padrão de mercado. Tais combinações são propriedade exclusiva da Aker.
De acordo com Raimundo Guimarães Saraiva Jr, presidente da ZTec "os órgãos de segurança e defesa rejeitam soluções estrangeiras, cuja base de confidencialidade está sujeita à legislação de seus respectivos países e não aos interesses do Brasil".
Já para Rodrigo Fragola, Presidente da Aker, diz que embora não declarada, a guerra cibernética está em franca evolução, e com uma enorme taxa de ativismo por parte de empresas, governos e de um crime organizado cada vez mais bem aparelhado. "Daí a importância estratégica de parcerias como a da Aker com a Ztec."