Por meio de parceria entre a Agência dos Estados Unidos para o Comércio e Desenvolvimento (USTDA) e o governo do Estado, na última quinta-feira (28), o governador Belivaldo Chagas recebeu os projetos finais que integram o "Plano de Modernização e Expansão da Tecnologia da Informação do Estado".   

A solenidade, que aconteceu no auditório do Palácio dos Despachos, contou com representantes da USTDA, o Cônsul dos Estados Unidos em Recife, John M. Barrett, secretários de Estado e representantes do Banese e Energisa, uma das empresas que já sinalizou interesse em trabalhar conjuntamente para o processo de modernização. Representando um investimento de cerca de US$ 600 mil (mais de R$ 2,3 milhões), que serão financiados pela USTDA, sem custos para o Estado de Sergipe, os projetos preveem a implantação de uma rede de banda larga de alta velocidade e um ambiente mais seguro de armazenamento de dados da Rede Governo (Data Center).

“Nossa intenção é abranger os 75 municípios com o cabo óptico institucional do governo para que possamos levar banda larga para as escolas, para os postos de saúde e na área de segurança pública. É um upgrade em tudo que o governo faz”, explicou o diretor-presidente da Emgetis, Ezio Faro. Ainda de acordo com Ezio, atualmente, o governo de Sergipe, juntamente com os parceiros Tribunal de Justiça e Rede Comep, possui, em Aracaju, 120 km de rede de fibra óptica, levando internet de alta velocidade a 55 unidades governamentais.

A partir desses projetos, esta rede será ampliada, alcançando todos os municípios sergipanos, conectados por mais de 800 km de fibra óptica, beneficiando as áreas de Educação, Saúde e Segurança Pública. Com o objetivo de promover o desenvolvimento, a modernização garantirá uma melhor qualidade na prestação dos serviços ofertados à população. “O primeiro passo foi dado. A partir de agora, é fazer isso se tornar realidade. Temos equipes buscando projetos existentes para que possamos ‘peregrinar’ por diversas instituições e por em prática ações concretas, ações de interesse do desenvolvimento de Sergipe. Não é fácil, mas será importante; teremos que investir em torno de R$ 30 milhões para ver todo esse projeto implantado. Estamos num momento de busca constante de otimização e modernização da nossa máquina administrativa, e o passo que tem que ser dado é pensando, planejando para que a gente possa executar. Quero agradecer ao Cônsul pelo apoio. É sempre positivo estreitar, cada vez mais, essa relação”, destacou o governador.

Com a modernização concretizada em Sergipe, conforme declarou o presidente da Emgetis, Ezio Faro, empresas privadas poderão firmar parcerias que gerem desenvolvimento ao tempo que reduzem custos. “Nós vamos ter uma parceria muito grande com a Energisa, e para baratear utilizaremos a posteação deles e também as 16 torres da SSP, que já estão em funcionamento. Procuramos baratear o projeto para que, em curto intervalo de tempo, possamos levar essa banda larga para todo o estado.”  

Fernando Carvalho, representante da PTS – Data Center Solutions, empresa responsável pela realização dos projetos, apresentou a experiência do Ceará, estado que inspirou a parceria entre os Estados Unidos e Sergipe, na aplicação desses mesmos projetos. Ele explicou que expansão de TI é muito importante e que, assim como ocorreu no Ceará, envolve três projetos, são eles: rede de fibra óptica e rádio digital, data centers e em terceiro lugar, o serviço de segurança. “Dados hoje são muito mais importantes do que bens. Citarei três projetos que não existiriam no Ceará sem essa rede inaugurada em 2011. O Cinturão Digital permitiu que empresas, provedores pudessem explorar a fibra óptica. Assim, nos últimos quatro anos, observamos um aumento de 32 % no número de usuários da rede, entre 2014 e 2018, segundo dados da Anatel”, afirmou.  

Outro projeto foi a ativação do cabo submarino pela Google entre Brasil e EUA, o que não seria possível se não tivesse a rede do Cinturão Digital no Ceará. Com relação à segurança também houve avanços. Em meio aos ataques de facções no Ceará neste ano, o estado registrou baixa em mais de 50% de roubos de veículos, o que, em grande parte, foi possível graças a tecnologia. O Ceará tinha 1.640 câmeras de monitoramento de segurança e hoje tem 3.200 câmeras por conta da capilaridade da rede.