É sabido que a situação energética atual do Brasil é preocupante. De acordo com o ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, o país pode ter 'problemas' se as represas das usinas chegarem a 10%. Segundo o ministro, esse é o limite máximo para operação das hidrelétricas. Hoje, as represas do Sudeste e Centro-Oeste registram 29,9%, como informa o Operador Nacional do Sistema Elétrico - ONS. Diante desse panorama, empresas de Consultoria em Engenharia e Arquitetura, com vasta experiência na concepção de projetos de edifícios de Missão Crítica, como a Fox Engenharia, têm buscado saídas viáveis para driblar a crise e continuar crescendo em meio a um futuro incerto.
Em conversa com a DatacenterDynamics, Paulo Cesar Pereira, sócio-diretor da Fox Engenharia, fala sobre os esforços que vêm sendo empregados pela empresa para continuar operando no mercado, oferecendo um serviços de qualidade, com redução dos custos internos.
DatacenterDynamics: O que a Fox Engenharia vem fazendo em termos de eficiência energética para driblar a crise?
Paulo César Pereira: Neste período de incerteza econômica, com forte desaceleração do mercado mundial, a eficiência energética está ganhando mais importância e dentro da Fox Engenharia não tem sido diferente. Medidas para a otimização dos processos e dos equipamentos, objetivando o uso mais adequado de todas as formas de energia estão sendo implantadas, de maneira a impactar o menos possível os custos de produção. Dentre as medidas adotadas em nossos escritórios, estão o uso de luminárias prismáticas (aproveitamento da luz do sol), uso de luminárias LED, estudo e aplicação de brises nas fachadas como resultado de estudos de envoltória, utilização de telhas termoacústicas em coberturas, objetivando reduzir as ilhas de calor, reaproveitamento de papel, utilização de equipamentos de climatização com selo nível A do Procel, dentre outros.
DCD: O alto custo da energia tem sido um obstáculo para o crescimento da empresa? Por quê?
P.C.P.: Embora os custos com energia não represente uma parcela expressiva dentre as que compõem as despesas fixas da Fox Engenharia, o aumento da tarifa de energia tem nos afetado já que alguns clientes têm adiado investimentos.
DCD: Em termos de refrigeração o que a empresa vem fazendo pra reduzir custos?
P.C.P.: Têm sido elaborados e aplicados projetos que contemplam simulações térmicas, objetivando a proposição e aplicação de sistemas e equipamentos com baixa demanda energética e alta eficiência térmica. Prioritariamente a indicação/especificação de equipamentos já etiquetados em nível A pelo Programa Nacional de Conservação de Energia – Procel.
DCD: A eficiência energética foi desdenhada pelo Governo Brasileiro nos últimos anos?
P.C.P.: Embora o governo tenha tomado medidas importantes para o setor como a obrigatoriedade de Certificação Procel para edifícios públicos e a publicação da Resolução Normativa 482/2012 que regulamenta a microgeração de energia, falta uma visão mais ampla com objetivos e metas em médio e longo prazo. Com o baixo crescimento do país nos últimos quatro anos, dependemos hoje de termoelétricas que são usinas de baixa eficiência além de serem altamente poluidoras.
DCD: A saída para o Brasil seria explorar fontes de energia renováveis? Quais se adéquam mais ao perfil do país?
P.C.P.: O Brasil possui uma forte base hidráulica em sua matriz elétrica e é a fonte renovável que hoje mais se adéqua ao perfil do país. Atualmente, o estímulo a outras fontes "modernas" de energias renováveis é ainda bastante incipiente comparado à média mundial, apesar dos esforços feitos pelo Governo Federal, por meio do Programa de Incentivo a Fontes Alternativas de Eletricidade - Proinfa. Projeções do consumo futuro de energia dependem criticamente do tipo de desenvolvimento e crescimento econômico que o país terá. As decisões de um país na área de energia não podem ser calcadas em meros modelos. A matriz energética brasileira depende dos rumos que o desenvolvimento econômico do país vai seguir. A necessidade de uma política energética que reconheça esse fato fundamental é crescente, visto que parte do sistema energético foi privatizado e depende, portanto, de INVESTIMENTOS não-governamentais que não ocorrerão, a não ser que regras claras sejam estabelecidas. Com certeza estas decisões passam pela exploração de mais fontes renováveis. Assim, das energias renováveis alternativas cito gerações à base de energia solar e eólica, dadas as características geográficas (tanto topográficas como planialtimétricas) do nosso país.
DatacenterDynamics Converged Brasília 2015
A Fox Engenharia atua há mais de 15 anos no mercado, a empresa está sediada no Distrito Federal é uma patrocinadoras do DatacenterDynamics Converged Brasília 2015. O evento que será realizado dia 14 de maio, no Royal Tulip Alvorada, contará com a presença do Ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, e terá 25 palestrantes, dentre eles: Jesualdo Conceição da Silva, especialista em Gerência Pública em Parceria público-privada; Fabiano Duarte, coordenador de Engenharia de Data Center do Itaú Unibanco; Cristiano Rocha Heckert, secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento; José Marinho, diretor da Rede Cidade Digital; Jonathan Leppard; director Future Facilities UK entre outros.
Esta será a 4ª edição do DatacenterDynamics Converged Brasília 2015, evento que mais uma vez reunirá profissionais atuantes nos principais projetos de data center no Brasil. Entre patrocinadores e participantes até o momento, o exclusivo evento, voltado para executivos sêniores de TI já tem mais de 400 confirmados.
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