De acordo com o relatório do Greenpeace, serviços da web de empresas de tecnologia estão sendo alimentados por energia suja, como carvão, gás natural e energia nuclear. A organização não governamental analisou 19 empresas do setor para o estudo e afirma que a eletricidade usada em data centers é uma das fontes de crescimento mais rápido das emissões de gases de efeito estufa no mundo.
A Apple foi a empresa mais bem avaliada pela instituição, que constatou que a empresa utiliza 100% de energia renovável, para prover serviços como o iTunes e iCloud. A fabricante construiu fazendas de energia solar, em seu data center na Carolina do Norte, e comprou energia eólica para outros data centers no Oregon e na Califórnia.
Segundo o relatório, a Amazon permanece dependente de carvão. Para o Greenpeace, este é um indício de que a empresa está apenas preocupada com o valor da eletricidade que alimenta a AWS e que não considera o impacto que suas pegadas crescentes causam ao meio ambiente.
Segundo a Reuters, a Amazon rebateu a análise do Greenpeace e afirmou que os dados do relatório eram imprecisos. Também disse, em um comunicado, que dois de seus data centers usam energia limpa. Já o Greenpeace afirmou que a Amazon não quis fornecer dados sobre sua demanda de energia elétrica, o que os obrigou a buscar informações em fontes governamentais.
O Facebook e o Google foram bem avaliados como a Apple. O relatório aponta que o Facebook fez grandes avanços desde 2012 para se tornar um dos líderes da internet verde. A Google também é uma das marcas líderes, com 34% das operações do seu ecossistema online de energia limpa.
Boletim do Greenpeace