Em tempos de desconfiança na economia, muitas empresas brasileiras vêm aproveitando oportunidades com ações diferenciadas. A Engemon, é uma destas. 
A crise econômica que para alguns tem se caracterizado o fim do mundo, para a empresa especialista em engenharia civil e elétrica, tem sido uma oportunidade de crescer. Fundada em 1990, a Engemon começou numa garagem em São Paulo, e hoje acaba de comemorar 25 anos de atuação no Brasil. Atualmente, a empresa que tem 50 clientes, mais de mil funcionários e atua exclusivamente no mercado privado, nos segmentos hospitalar, industrial, data centers, call centers e ambientes corporativos de missão crítica, tem como carro-chefe obras integradas de engenharia no conceito turn key, que respondem por 60% do faturamento total da companhia. Os outros 40% referem-se a obras em prédios comerciais e manutenção. 
Confira abaixo uma entrevista exclusiva com Robson Rocha, CEO da Engemon.
 
DatacenterDynamics: Como está sendo 2015 para a Engemon?
 
Robson Rocha: Está sendo um ano excelente, pois canalizamos nossos projetos em setores cujo crescimento não foram afetados pela crise. Atuamos no mercado de engenharia civil e elétrica com obras de missão crítica, um segmento que demanda investimentos contínuo e requer planejamento em longo prazo, considerando cenários favoráveis ou de eventuais instabilidades. Além disso, nos programamos para enfrentar a concorrência e a instabilidade econômica. Implantamos uma área de governança com planejamento total de todos os processos internos. Nosso sistema de gestão com excelência foi implantado com diversas certificações (ISO 9001 / ISO 14001 / SA 8000 / OHSAS 18001). A Engemon certifica-se anualmente junto às principais normas e sistemas de gestão de qualidade, como a Leed Green Associate, Green Building Council Brasil e Uptime Institute, e é uma das poucas empresas do setor que possui, ao mesmo tempo, as certificações citadas acima.
 
 
DCD: Gostaria que você falasse de pelo menos dois casos de sucesso da Engemon nesses 25 anos de atuação.
 
R.R.: Dois projetos emblemáticos da Engemon são os data centers da Vivo e do UOL, tanto pela grandiosidade quanto pela metodologia de construção e premissas técnicas de ambas as obras.
 
Especificações: Vivo - Santana do Parnaíba
 
Área total: 33.000 m² / Data Hall 2x 2.300m2 
• Execução da obra: 10 meses – Instalações elétricas – missão critica – Detecção e Combate a incêndio - convencional – Cabeamento estruturado – CFTV / Controle de Acesso ( infra + cabeamento ) – BMS ( Infra + cabeamento )
Certificação de Projeto TIER III 
• Primeira obra certificada TIER III do Brasil 
• Certificação LEED GOLD
 
Super data center UOL – Alameda Glete - SP
 
Área total: 5.000 m² / Data Hall 4 x 400mm2 
• Fornecimento e montagem  – Trafos, GMGs, UPS e PDUs  – Infraestruturas de elétrica e hidráulica – Cabeamento estruturado 
• Fornecimento – Sistema de segurança  patrimonial e controle de incêndio – BMS Completo
 
DCD: Um dos novos projetos da Engemon, é a obra da SKY. Como vem sendo feito o trabalho em Jaguariúna?
 
R.R.: O centro de transmissão da SKY é uma obra muito importante porque pudemos aplicar nela todos os conhecimentos multidisciplinares da Engemon nas áreas civil e elétrica, contando com uma mão de obra altamente qualificada. Estamos presentes em toda a cadeia produtiva dessa obra. Desde o projeto até a entrega final, com o  que chamamos de conceito turn key. Esse é um diferencial da Engemon, pois a integração de serviços de engenharia ainda não é uma prática comum no mercado brasileiro e essa oferta representa um ganho importante de prazo e controle de custos, sem que seja necessário abrir mão da qualidade. No caso da SKY, estamos falando de uma área construida de 17 mil quadrados, de uma obra que exige infraestrutura completa e que será entregue em apenas um ano, por meio de um plano de produção acelerado e 100% integrado.
 
DCD: Como é para a Engemon estar à frente da construção de um dos maiores centros de transmissão da América Latina, no ano em que completa 25 anos?
 
R.R.: A Engemon está presente nas maiores obras de missão crítica e data center que estão sendo feitas hoje no Brasil. Um exemplo disso é o Centro Internacional de Transmissão - IBC, no Parque Olímpico, no Rio de Janeiro.
 
Nesses 25 anos, outras obras de data center concluídas pela Engemon foram: Globo.com - RJ, Claro Campinas e CSU. Esse resultado é fruto do nosso trabalho, nos últimos 25 anos, e que, cada vez mais, tem nos credenciado a participar de projetos de grande relevância para o país.
 
DCD: O que a empresa pretende para os próximos 25 anos?
 
R.R.: Estamos nos preparando para o futuro em diversas frentes, desde o reposicionamento da nossa marca, capacitação de novas lideranças até a modernização de nossos processos de governança.
 
Uma das estratégias de crescimento previstas em curto prazo, é a expansão na América Latina. Estamos orçando projetos no Panamá, Colômbia, Argentina e Chile e as obras devem iniciar já em 2016. As construções são focadas no mercado de data center, com valor médio de R$ 100 milhões cada. Para manter nosso ritmo de crescimento, estamos capitalizados em R$ 30 milhões para também investir em aquisições de pequenas empresas do setor, o que inclui companhias deste ramo em toda a América Latina. Nosso interesse é em empresas do setor de engenharia com menor porte nas áreas de instalação, projetos, pequenas construtoras, entre outras.
 
Outros projetos envolvem a diversificação de portfólio, com a entrada no mercado de venda e aluguel de ativos de TI, mais precisamente equipamentos para data center e obras “Built to suit”, ou seja, construção sob-medida para ambiente de missão crítica, além de obras civis para galpões industriais e centros de distribuição.