Novembro de 2018, marca o primeiro passo da Vivo, marca da Telefônica no Brasil, para impulsionar a sustentabilidade em sua operação. A partir de agora, a empresa passa a registrar 100% de seu consumo de energia elétrica proveniente de fontes renováveis. Com a iniciativa, a operação brasileira soma-se à da Espanha, Alemanha e Reino Unido e contribui, de forma definitiva, para a meta global do Grupo Telefônica, que é chegar a 2030 com consumo totalmente proveniente de fontes renováveis.
Em 2017, a empresa aderiu ao RE100, compromisso público firmado por 126 empresas globais de chegar a 100% de energia elétrica renovável. Para atingir este desafio, as empresas podem optar por geração própria, compra de energia renovável com fonte rastreável e compra de certificados no mercado livre. A aquisição do certificado global de RECs (Renewable Energy Certificates) é a comprovação de que a energia consumida pela empresa é originada de fontes limpas e renováveis. Cada REC equivale a 1 MWh de energia.
Em entrevista exclusiva, Caio Silveira, diretor de Patrimônio da Vivo, conta detalhes das iniciativas voltadas para sustentabilidade da operação brasileira da Telefônica, que responde por 28% da energia utilizada pelo grupo, e é considerada fundamental para o cumprimento das metas de eficiência, energia renovável e baixa emissão de carbono do grupo Telefônica. Leia, a seguir, a entrevista.
DatacenterDynamics: O que levou a Vivo a apostar em energia 100% renovável?
Caio Silveira: Na Vivo, marca da Telefônica no Brasil, mantemos diferentes iniciativas para aumentar a eficiência no consumo de energia e priorizar as fontes renováveis. As medidas visam maior eficiência operacional, financeira e ambiental e tornam nossa operação cada vez mais sustentável.
O contrato firmado para a obtenção de certificados de energia no Brasil é uma grande conquista, pois nos permite atingir, já em 2018, a meta global estipulada para 2030, com um consumo 100% de fontes renováveis. Também contribui, de forma definitiva, para a meta global do Grupo Telefônica, que é chegar a 2030 com consumo totalmente proveniente de fontes renováveis.
DCD: De que fontes virá a energia limpa?
C. S.: Além das ações de aquisição de energia renovável no mercado livre de energia e da implementação de geração distribuída, conseguiremos atingir esta marca através da obtenção de I-RECs: certificado que garante que toda a energia injetada na rede elétrica seja procedente de fontes renováveis e limpas, neste caso, energia eólica.
DCD: Por que colocar a iniciativa em prática já este ano?
C. S.: A operação brasileira da Telefônica responde por 28% da energia utilizada pelo grupo e é fundamental para o cumprimento das metas de eficiência, energia renovável e baixa emissão de carbono do Grupo Telefônica. No Brasil está a maior rede de telecomunicações da empresa, com mais de 97,8 milhões de acessos no serviço fixo e móvel. Com esta iniciativa, avançamos de 26% para 100% em nosso desafio, contribuímos de forma definitiva para a meta global, com ganhos operacionais, financeiros e ambientais.
DCD: Que resultados a Vivo espera obter?
C. S.: Estamos comprometidos com a sociedade. Queremos potencializar o impacto positivo da tecnologia na vida de todos e estimular o consumo responsável. Este ano, a energia consumida pela Vivo será 100% renovável. Além da energia proveniente de fontes renováveis, também teremos redução de aproximadamente 65% das emissões de CO2 no Brasil.
DCD: Como vem sendo feito o projeto Free Cooling da Vivo?
C. S.: O projeto Free Cooling teve início em 2017 e consiste na adaptação do sistema de climatização das centrais telefônicas para a captação do ar, com maior aproveitamento da temperatura externa. São 91 prédios da empresa no Brasil que contam com a solução, com ganho de eficiência de aproximadamente 30% nas instalações.
DCD: Qual é o nível de redução de consumo até agora?
C. S.: Em 2018, a economia foi de aproximadamente 6.260 MWh.
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