A norte-americana EMC Corporation tem planos ambiciosos para aumentar sua presença no mercado de datacenters no Brasil em 2012, que incluem investimentos em pesquisa, contratações e foco no segmento de infraestrutura.
Segundo as previsões da empresa, a EMC vai investir R$ 100 milhões nos próximos cinco anos em projetos em todo o Brasil. Um exemplo é o novo Centro de Pesquisas a ser construído no Rio de Janeiro em 2012, que terá sede na Ilha do Fundão, na capital fluminense, dentro do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O foco do Centro de Pesquisas da empresa será o armazenamento de grandes volumes de dados (big data). “O armazenamento e processamento de grandes volumes de informações é fundamental em áreas, como meteorologia, genética, geologia e, até mesmo, em entretenimento, que tem que armazenar imagens e sons. Isso gera grandes volumes de dados”, explica Luís Henrique Pessanha, diretor de vendas da Divisão de Governo da EMC.
O executivo dá mais detalhes sobre a instalação da empresa no Rio de Janeiro: “o projeto começou a ser pensado a cerca de um ano e meio, em julho de 2010 e foi decidido com a visita de Patrícia Florissi, vice-presidente da EMC e diretora de Tecnologia para as Américas, ao Parque Tecnológico da UFRJ em setembro do ano passado”.
Desde então, a empresa tem usado o escritório no centro do Rio de Janeiro para contratar pesquisadores, um gerente e um CTO (Chief Tecnology Officer) para o Centro de Pesquisas. Segundo Pessanha, o terreno foi cedido pela UFRJ em consignação por 20 anos e o prédio deverá estar em funcionamento no início de 2012.
Cerca de 50 pessoas deverão trabalhar na nova unidade de pesquisas nos próximos quatro anos, sendo 35 pesquisadores, todos brasileiros. Segundo o executivo da EMC, o Brasil venceu uma disputa com outros dois países para a construção dessas instalações.
Pré-sal
Pessanha explica que a escolha do Rio de Janeiro como local das instalações está ligada ao pré-sal: “a principal atividade do centro serão a pesquisa e o desenvolvimento aplicados nas áreas de big data e óleo e gás”. Para o executivo, a exploração de petróleo em águas profundas trará enormes desafios ao governo brasileiro em termos logísticos: “são necessidades que nenhum outro país no mundo sabe como resolver”.
Extrair petróleo em grandes profundidades usa uma carga elevada de dados sísmicos e a EMC proverá a infraestrutura de informação. “A solução usada será um sistema NAS scale-out Isilon, com volumes de dados na casa dos 15 petabytes. Para efeito de comparação, o volume de dados gerado para renderizar as imagens do filme Avatar é estimado em cerca de dois petabytes”, compara Pessanha.
Também exigirá o conhecimento da EMC no gerenciamento de dados outra das atividades relacionadas ao pré-sal: a tomada de decisão sobre a exploração dos poços de petróleo no litoral brasileiro. “Por meio da análise dos dados, os engenheiros estimam o potencial dos poços e decidem pela perfuração na área. Além disso, existe a necessidade de proteção desses dados, por sua importância estratégica para o país”, afirma o executivo.
O centro de pesquisas brasileiro da EMC no Fundão funcionará como uma central de distribuição de soluções tecnológicas, inclusive para outros países. Segundo Pessanha, empresas como Halliburton, General Electric e Usiminas estão também presentes no Parque Tecnológico da UFRJ e isso facilita novas parceiras para o desenvolvimento de tecnologias.
De acordo com a UFRJ, as 10 maiores empresas instaladas no Parque Tecnológico investirão mais de R$ 500 milhões no local.
“Teremos aqui uma máquina de transformação de conhecimento em riqueza que terá uma grande importância para a economia local e grande visibilidade em nível internacional. Esse tipo de iniciativa poderá atrair mais interesse e mais investimentos estrangeiros para o Brasil de empresas intensivas em tecnologia”, na opinião de Maurício Guedes, diretor executivo do Parque Tecnológico da universidade fluminense.
Mercado
Para além do segmento de petróleo e gás, a EMC segue o ritmo das concorrentes do mercado de datacenter e também aposta na computação em nuvem para crescer em 2012. De acordo com Pessanha, a EMC deverá obter um crescimento de 10% a 15% no mercado de armazenamento e datacenters e a tecnologia será uma das impulsionadoras dessa subida.
“Iremos crescer no mesmo ritmo previsto para o mercado como um todo e além de big data, a cloud computing é outro foco da EMC. Muito dessa aposta na computação em nuvem se baseia no fato de que o Brasil é um dos pioneiros na adoção dessa tecnologia. Segundo um levantamento feito pela empresa junto aos nossos clientes, mais de 50% das empresas da nossa carteira pretende adotar uma solução de cloud computing”, afirma Pessanha.
Com clientes no setor de finanças, telecomunicações e governo, em 2012 a EMC espera crescer no segmento SMB (pequenas e médias empresas). De acordo com Pessanha, não há muita diferença ao estruturar uma solução de armazenamento para um gigante como a Petrobrás e uma pequena empresa de apenas 30 funcionários:
“Não há uma diferença estrutural nas necessidades de uma pequena empresa e uma multinacional. É apenas uma questão de escala e as soluções criadas pela EMC conseguem ser flexíveis para atender empresas de qualquer porte: para empresas menores, oferecemos os equipamentos da família VNX”, explica Pessanha.
Movimentação de dados, migração e sistemas de recuperação de dados são outros segmentos explorados pela EMC. Segundo Pessanha, o crescimento das empresas, reflexo do crescimento econômico brasileiro é o impulsionador dessa demanda: “bancos e outras empresas de informação crítica precisam cada vez mais de sistemas de recuperação rápida, para impedir que seus sistemas e sites fiquem fora do ar”. Pessanha afirma que esse setor da EMC também deverá crescer 15% em 2012.
Pessanha explica que a intenção da EMC é prover toda a infraestrutura de informação da empresa, desde o armazenamento, a virtualização, até a adoção completa de uma tecnologia de cloud computing. “A ideia é prover todo o sistema de dados do cliente”, afirma o executivo. Ainda segundo Pessanha, a EMC é líder no setor de armazenamento no Brasil e ele destaca “a funcionalidade e a facilidade de uso como um dos principais atrativos aos clientes”.
Mas o âmbito técnico não é o único objetivo da EMC no fornecimento de soluções aos clientes. Melhorar a relação custo/benefício dos equipamentos e diminuir o gasto energético dos datacenters é outra das preocupações da empresa, de acordo com o executivo.
“Nosso foco é aliar a performance criada com o desenho do ambiente de dados com um preço atraente. Mas a preocupação com a eficiência energética é crescente nas empresas. Ainda que a EMC não construa o datacenter ela trabalha em conjunto com as empresas parceiras para que o gasto energético do cliente seja menor”, finaliza o executivo da EMC para a área governamental.
Segundo as previsões da empresa, a EMC vai investir R$ 100 milhões nos próximos cinco anos em projetos em todo o Brasil. Um exemplo é o novo Centro de Pesquisas a ser construído no Rio de Janeiro em 2012, que terá sede na Ilha do Fundão, na capital fluminense, dentro do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
O foco do Centro de Pesquisas da empresa será o armazenamento de grandes volumes de dados (big data). “O armazenamento e processamento de grandes volumes de informações é fundamental em áreas, como meteorologia, genética, geologia e, até mesmo, em entretenimento, que tem que armazenar imagens e sons. Isso gera grandes volumes de dados”, explica Luís Henrique Pessanha, diretor de vendas da Divisão de Governo da EMC.
O executivo dá mais detalhes sobre a instalação da empresa no Rio de Janeiro: “o projeto começou a ser pensado a cerca de um ano e meio, em julho de 2010 e foi decidido com a visita de Patrícia Florissi, vice-presidente da EMC e diretora de Tecnologia para as Américas, ao Parque Tecnológico da UFRJ em setembro do ano passado”.
Desde então, a empresa tem usado o escritório no centro do Rio de Janeiro para contratar pesquisadores, um gerente e um CTO (Chief Tecnology Officer) para o Centro de Pesquisas. Segundo Pessanha, o terreno foi cedido pela UFRJ em consignação por 20 anos e o prédio deverá estar em funcionamento no início de 2012.
Cerca de 50 pessoas deverão trabalhar na nova unidade de pesquisas nos próximos quatro anos, sendo 35 pesquisadores, todos brasileiros. Segundo o executivo da EMC, o Brasil venceu uma disputa com outros dois países para a construção dessas instalações.
Pré-sal
Pessanha explica que a escolha do Rio de Janeiro como local das instalações está ligada ao pré-sal: “a principal atividade do centro serão a pesquisa e o desenvolvimento aplicados nas áreas de big data e óleo e gás”. Para o executivo, a exploração de petróleo em águas profundas trará enormes desafios ao governo brasileiro em termos logísticos: “são necessidades que nenhum outro país no mundo sabe como resolver”.
Extrair petróleo em grandes profundidades usa uma carga elevada de dados sísmicos e a EMC proverá a infraestrutura de informação. “A solução usada será um sistema NAS scale-out Isilon, com volumes de dados na casa dos 15 petabytes. Para efeito de comparação, o volume de dados gerado para renderizar as imagens do filme Avatar é estimado em cerca de dois petabytes”, compara Pessanha.
Também exigirá o conhecimento da EMC no gerenciamento de dados outra das atividades relacionadas ao pré-sal: a tomada de decisão sobre a exploração dos poços de petróleo no litoral brasileiro. “Por meio da análise dos dados, os engenheiros estimam o potencial dos poços e decidem pela perfuração na área. Além disso, existe a necessidade de proteção desses dados, por sua importância estratégica para o país”, afirma o executivo.
O centro de pesquisas brasileiro da EMC no Fundão funcionará como uma central de distribuição de soluções tecnológicas, inclusive para outros países. Segundo Pessanha, empresas como Halliburton, General Electric e Usiminas estão também presentes no Parque Tecnológico da UFRJ e isso facilita novas parceiras para o desenvolvimento de tecnologias.
De acordo com a UFRJ, as 10 maiores empresas instaladas no Parque Tecnológico investirão mais de R$ 500 milhões no local.
“Teremos aqui uma máquina de transformação de conhecimento em riqueza que terá uma grande importância para a economia local e grande visibilidade em nível internacional. Esse tipo de iniciativa poderá atrair mais interesse e mais investimentos estrangeiros para o Brasil de empresas intensivas em tecnologia”, na opinião de Maurício Guedes, diretor executivo do Parque Tecnológico da universidade fluminense.
Mercado
Para além do segmento de petróleo e gás, a EMC segue o ritmo das concorrentes do mercado de datacenter e também aposta na computação em nuvem para crescer em 2012. De acordo com Pessanha, a EMC deverá obter um crescimento de 10% a 15% no mercado de armazenamento e datacenters e a tecnologia será uma das impulsionadoras dessa subida.
“Iremos crescer no mesmo ritmo previsto para o mercado como um todo e além de big data, a cloud computing é outro foco da EMC. Muito dessa aposta na computação em nuvem se baseia no fato de que o Brasil é um dos pioneiros na adoção dessa tecnologia. Segundo um levantamento feito pela empresa junto aos nossos clientes, mais de 50% das empresas da nossa carteira pretende adotar uma solução de cloud computing”, afirma Pessanha.
Com clientes no setor de finanças, telecomunicações e governo, em 2012 a EMC espera crescer no segmento SMB (pequenas e médias empresas). De acordo com Pessanha, não há muita diferença ao estruturar uma solução de armazenamento para um gigante como a Petrobrás e uma pequena empresa de apenas 30 funcionários:
“Não há uma diferença estrutural nas necessidades de uma pequena empresa e uma multinacional. É apenas uma questão de escala e as soluções criadas pela EMC conseguem ser flexíveis para atender empresas de qualquer porte: para empresas menores, oferecemos os equipamentos da família VNX”, explica Pessanha.
Movimentação de dados, migração e sistemas de recuperação de dados são outros segmentos explorados pela EMC. Segundo Pessanha, o crescimento das empresas, reflexo do crescimento econômico brasileiro é o impulsionador dessa demanda: “bancos e outras empresas de informação crítica precisam cada vez mais de sistemas de recuperação rápida, para impedir que seus sistemas e sites fiquem fora do ar”. Pessanha afirma que esse setor da EMC também deverá crescer 15% em 2012.
Pessanha explica que a intenção da EMC é prover toda a infraestrutura de informação da empresa, desde o armazenamento, a virtualização, até a adoção completa de uma tecnologia de cloud computing. “A ideia é prover todo o sistema de dados do cliente”, afirma o executivo. Ainda segundo Pessanha, a EMC é líder no setor de armazenamento no Brasil e ele destaca “a funcionalidade e a facilidade de uso como um dos principais atrativos aos clientes”.
Mas o âmbito técnico não é o único objetivo da EMC no fornecimento de soluções aos clientes. Melhorar a relação custo/benefício dos equipamentos e diminuir o gasto energético dos datacenters é outra das preocupações da empresa, de acordo com o executivo.
“Nosso foco é aliar a performance criada com o desenho do ambiente de dados com um preço atraente. Mas a preocupação com a eficiência energética é crescente nas empresas. Ainda que a EMC não construa o datacenter ela trabalha em conjunto com as empresas parceiras para que o gasto energético do cliente seja menor”, finaliza o executivo da EMC para a área governamental.