A Schneider Electric, especialista global em gerenciamento de energia e automação, lista as três oportunidades para provedores de solução para TI. O Edge Computing traz ativos de computação que consomem muita banda larga e são sensíveis à latência para mais perto dos usuários e das fontes de dados. 
 
Essas oportunidades podem ser uma pequena surpresa para os provedores de soluções, depois de ouvirem durante anos que a nuvem é o futuro da TI. Entretanto, enquanto as empresas estão puxando as aplicações de volta da nuvem para a borda da rede, não cometa o erro de pensar que a nuvem vai perder importância.
 
Bem ao contrário, a nuvem permanecerá tão importante quanto antes. O que muda é que a funcionalidade monopolizante por largura de banda requer processamento, análise e ação em tempo real que será administrada na borda, ao passo que computação, armazenamento e gerenciamento menos imediato permanecerão nos data centers centralizados na nuvem.
 
Passo corretivo
 
Do ponto de vista de um provedor de soluções, o Edge Computing está surpreendendo de três maneiras importantes. A primeira é a constatação de que muitas dessas empresas de sistemas que tinham abandonado o barco em favor de uma abordagem baseada em nuvem em relação à infraestrutura estão voltando ao jogo. É o tipo de correção que tende a acontecer quando o pêndulo oscila muito em uma direção. Aqueles sistemas vão residir em armários de fiação e salas de servidores que talvez tenham caído em desuso ou com estão com uso limitado.
 
À medida que as empresas retornam as aplicações para a borda, a probabilidade de que elas vão querer adicionar funcionários para administrar esses ativos será praticamente nula. Mais provavelmente elas vão querer dedicar o grosso dos seus investimentos no Edge para a funcionalidade, não para os funcionários. E é aqui que os provedores de solução precisam prestar bastante atenção ao Edge Computing. Ela pode muito bem ser a próxima grande coisa na evolução do canal de TI.
 
Oportunidade de novo envolvimento
 
Em alguns casos o Edge Computing dará a provedores de solução novos motivos para restabelecer o relacionamento com clientes que se esquivaram dos seus serviços, a favor de soluções baseadas na nuvem.  Um dos efeitos da nuvem é reduzir a necessidade de hardware nas instalações, removendo parte dos motivos que os provedores de serviços de TI tinham no passado para manter os relacionamentos com os clientes.
 
Com aqueles armários de fiação e de servidores agora sendo transformados em micro data centers na borda da rede, os antigos clientes se converterão novamente em fontes de receita. Eles vão precisar de serviços de implantação e integração, assim como de suporte contínuo para administrar e proteger os micro data centers. Isto cria novas oportunidades para os provedores entrarem em relacionamentos de serviços gerenciados com esses clientes.
 
Possibilidades da IoT
 
A borda é onde grande parte dos sistemas que operam e coletam dados da Internet das Coisas (IoT) vão residir. Sistemas M2M exclusivos (de máquina a máquina) que tradicionalmente capturavam informações analógicas terão que ser integrados com ativos digitais para facilitar a análise de dados em tempo real, necessária para manutenção preditiva.
 
Para provedores de solução que estavam pensando em como poderiam participar da IoT, o surgimento do Edge Computing começa a esclarecer sua função. Haverá aplicativos que nós ainda nem conhecemos, mas que vão precisar de gerenciamento e monitoramento por parte dos provedores de solução. Se os carros autônomos se tornarem uma realidade, por exemplo, como eles serão controlados? Uma possibilidade pode ser criar uma malha de mini data centers para capturar e processar os dados que mantém os veículos em segurança nas ruas.
 
Olhando mais adiante, o Edge Computing abre um caminho de crescimento para provedores de solução, que estarão a cargo da manutenção dos sistemas, protegendo-os com soluções de energia e de refrigeração, e protegendo-os contra ameaças virtuais sempre presentes.