A decisão correta ou equivocada de onde e como armazenar dados gerados por uma unidade hospitalar são fatores que podem ser decisivos para uma instituição de saúde ter ou não um crescimento eficiente. Isso porque dados inacessíveis, por conta de sistemas que oscilam e queda no fornecimento de energia, tornam procedimentos médicos vulneráveis e comprometem a qualidade do atendimento prestado. Quando essa sequência é desencadeada, é fato que chegou o momento de inovar.
Dentro desse contexto, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares - Ebserh, instituição pública federal, responsável pela gestão de 33 hospitais universitários - HU's, visando recuperar a excelência dessas unidades, desenhou um plano de ação composto pela definição das especificações técnicas necessárias para a transferência de todo o maquinário de TI dos HU's para um novo ambiente: os Contêineres Data Centers - CDC´s. As instalações distribuídas aos hospitais têm capacidade de até dez racks para os ativos de rede, um grupo moto gerador individual, um sistema completo de refrigeração por precisão; indispensável para a garantia de maior vida útil das máquinas, sistema de detecção e alarme de incêndio com detecção prematura, sistema de combate a conflagração com gás, circuito fechado de televisão para monitoramento (CFTV), interconexão com o hospital através de conexões em fibra ótica; tudo sem que haja a necessidade da realização de obras dentro dos hospitais.
"Atualmente, dos 46 HU's Federais, temos 33 sob nossa gestão. As propostas e benefícios são inúmeros, assim como os desafios encontrados, uma vez que cada HU possui características próprias: físicas, regionais, pessoal e modelo de gestão", diz o diretor de Gestão de Processos e Tecnologia da Informação, Cristiano Cabral.
Data Centers Contêineres
O diretor da Ebserh conta que o crescimento dos serviços informatizados na área hospitalar, as mudanças tecnológicas e o grau de dependência dos sistemas de TIC trouxeram consigo alguns problemas graves. Segundo Cristiano Cabral, a infraestrutura de TIC dos HU's, fundamental para suportar este crescimento, não conseguiu acompanhar adequadamente as demandas, gerando a necessidade de investimentos em segurança física, adequação elétrica e de telecomunicações, além de contemplar equipamentos e tecnologias mais eficientes. As expansões realizadas não conseguiram ser efetuadas de acordo com as normas e melhores práticas vigentes, sendo realizadas por meio de aditivos e adequações parciais a uma estrutura já existente.
Outro fator citado pelo diretor da Ebserh, é o crescimento das necessidades de novos serviços informatizados, sendo estes de difícil previsão e planejamento, o que demanda melhorias e mudanças na infraestrutura de TIC dos HU's, que, por sua vez, necessita ser projetada e planejada para receber ampliações modulares, sejam elas de equipamentos, sistemas ou infraestrutura.
A solução de infraestrutura de data center Ebserh utiliza o conceito de ambiente modular pré-fabricado, definindo o Container Data Center (CDC) para utilização nos HU's. Segundo a instituição, esta solução além da garantia de padronização do ambiente de data center, permite a implantação desta estrutura sem a necessidade de utilização ou reforma de espaço nos prédios, diminuindo o tempo de implantação e eliminando os transtornos causados por obras internas aos prédios da instituição. Nesse processo, as aplicações críticas e assistenciais rodam inloco 24hx7d, de forma ininterrupta, com redundância e grupo moto-gerador acoplado, evitando assim a paralisação de serviços essenciais como prescrição, farmácia, internação e emergência.
Ganhos obtidos
Cristiano Cabral destaca que com a implantação dos Contêineres Data Centers, diversas dificuldades, antes apontadas como barreiras para a evolução tecnológica dos HU’s, puderam ser transpostas, são elas: fraca alimentação da rede elétrica, estrutura de cabeamento de rede precária e instável, vulnerabilidade dos equipamentos de TI, falta de controle de acesso, falta de redundância dos links e sistemas, falta de integração das redes físicas e lógicas, falta da integração entre os próprios hospitais e a sede, monitoramento direto de servidores e ambientes inexistentes, e propensão à ocorrência de desastres. Além disso, o combate à vulnerabilidade do ambiente tecnológico foi um fator determinante para a otimização de recursos, mantendo os ativos alheios à precariedade estrutural dos Hospitais Universitários.
Outro benefício ligado à instalação dos contêineres, foi o fornecimento de suporte técnico especializado de maneira ininterrupta, com pleno acesso aos sistemas, por meio de uma infraestrutura sólida capaz de fornecer aos HU’s sustentação contínua e a plena operação do AGHU (sistema assistencial – Aplicativo de Gestão dos Hospitais Universitários) e de todos os outros sistemas que fazem parte do cotidiano das instituições contempladas.
O diretor da Ebserh conta que antes da implantação dos contêineres, a grande maioria dos HU's sofria com a ausência de estruturas adequadas para acondicionamento de ativos de TI, bem como para a salvaguarda dos dados assistenciais e hospitalares, como exames, prontuários e imagens, sem resiliência energética, segurança física, nem sequer cabeamento estruturado. Ou seja, de uma maneira geral, não possuíam instalações de infraestrutura de TIC que suportassem os requisitos essenciais para o atendimento das demandas do constante desenvolvimento tecnológico na área da saúde.
De acordo com a Ebserh, após a instalação dos contêineres, tornou-se viável suportar as áreas demandantes, devido a implantação de uma rede física adequada e uma rede lógica ajustada e preparada para o crescimento.
"A Ebserh olha para o futuro tecnológico sabendo das dificuldades atuais e sensíveis, no que tange a infraestrutura dos hospitais universitários federais. A segurança, padronização, condições de armazenamento, monitoramento, prevenções e disponibilidade da informação são desafios já vencidos em vários HU's e seguem para a unificação da rede federal com eficácia. Acreditamos que esta solução gerará ganhos efetivos de economia de recursos e local adequado para uma tecnologia de ponta nos próximos 30 anos aos hospitais onde foram implementadas", declara.
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