Data centers modulares pré-fabricados oferecem benefícios reais em termos de velocidade de implementação, maior confiabilidade e flexibilidade para ampliação, além de melhor previsibilidade. Mas, quando o tema do custo surge, frequentemente há uma grande dúvida quanto a economizar ou investir em instalações tradicionais.
 
Para ajudar nessa tomada de decisão, os dois modelos foram analisados, pré-fabricado e tradiconal.
Foram estudados os custos considerando capacidade, arquitetura de refrigeração e de energia, nível de redundância, densidade e número de racks semelhantes. Ao estabelecer todas essas condições, foram isoladas as diferenças de custo da abordagem de projeto dos dois modelos.
 
Para a análise, os especialistas utilizaram o data center Tier 3 de 440kW, projetado pela Schneider Electric, e o software de modelagem de data centers Romonet.
 
Quando todo investimento envolvido para a construção de infraestrutura física, incluindo material, projeto, preparação do local, instalação e comissionamento é observado, a opção pré-fabricada foi 2% mais barata do que a tradicional. Considerando a margem de erro deste tipo de exercício, concluímos que as duas opções exigem basicamente o mesmo montante.
 
Enquanto as soluções pré-fabricadas são mais caras por conta da infraestrutura, que já são pré-montadas, e incluem o gabinete físico - os chamados contêineres -, e a mão-de-obra para a integração, os custos com espaço e construção sobrecarregam os modelos tradicionais. Por essas razões ambos acabam equivalentes no final. 
 
Como a integração do data center pré-fabricado é realizada na fábrica, o tempo de trabalho - tanto elétrico quanto mecâncio - no local de instalação é menor. Nesse caso, além de dinheiro, também há a economia de tempo. Já o data center tradicional exige investimento em espaço físico, obras civis e de infraestrutura.
 
O valor da construção foi um fator-chave para os resultados. Os especialistas consideraram um prédio dentro dos padrões estabelecidos para abrigar um data center, mas é preciso levar em consideração que os custos reais nesse caso variam significativamente de uma região para outra. De maneira geral, os projetos pré-fabricados são, então, mais econômicos quando comparados com data centers tradicionais, mas, em algumas situações, este último pode valer a pena dependendo do valor dos espaços.
 
A densidade de potência por rack é outro ponto fundamental. Conforme a densidade diminui, o número de racks e PDUs de racks aumentam. Porém, o aspecto mais importante é que o tamanho do prédio e/ou contêineres também precisa ampliar. Ter mais contêineres, ou contêineres maiores, representa despesas extras, diminuindo, dessa forma, a economia, e fazendo com que os resultados favoreçam os projetos tradicionais.
 
A análise concluiu que comparar somente custos não permite determinar que um modelo pré-fabricado é a melhor opção. É importante levar em conta os outros fatores mais complexos do negócio: tempo de implementação, simplicidade em replicar soluções em diferentes locais, estimativas de custos e cronogramas do projeto. À medida que os fabricantes otimizarem e padronizarem mais esse tipo de projeto, a tendência é que os gabinetes e a implementação dos data centers pré-fabricados sejam ainda mais atrativas.
 
*Alan Satudi é gerente de Marketing de Produtos da Schneider Electric