Há décadas atrás os engenheiros construíam modelos brutos de fluxo de ar para descobrir a melhor maneira de projetar equipamentos de TI. Tempos depois, a abordagem evoluiu e a simulação começou a ser feita através do computador, o que levou a uma vertiginosa inovação na concepção de equipamentos de TI
O pesquisador e empresário Jonathan Koomey, cujo trabalho gira em torno a conjunção de TI, eficiência energética e meio ambiente explica que hoje, a indústria de data centers alcançou um nível em que se é possível saber o bastante sobre fluxo de ar. Os equipamentos de TI são potentes o suficiente para realizar a mesma revolução na concepção do data center.
Como se sabe, os atuais data centers abrigam servidores, switches de rede e dispositivos de armazenamento. Todos fabricados por uma variedade de fornecedores e com especificações diferentes. "Todos esses componentes mudam de forma imprevisível", diz Koomey.
Se um data center é projetado com uma configuração "idealizada", no momento em que o operador comece a tomar decisões sobre a localização do equipamento, que é diferente da configuração, a capacidade de potência da instalação se fragmentará, resultando em uma capacidade subutilizada, o que é sinônimo de dinheiro mal empregado.
Se, por exemplo, um gerente de data center implanta racks que estão espaçados um pouco acima do previsto, o limite de espaço e da potência de energia serão menores do que o planejado.
"A capacidade do data center é como um jogo de Tetris", diz Koomey. “No entanto, no data center, os blocos que preenchem o espaço não são idênticos, assim você pode acabar com um monte de espaço vazio.", acrescenta.
De acordo com Koomey, o modelo preditivo é realmente a única maneira de maximizar a utilização da capacidade existente.
A partir de uma perspectiva holística, o modelo gerado por computador pode dizer ao operador que efeito esta mudança pode causar ao meio ambiente.
De acordo com o pesquisador, utilizar soluções de modelos que representam cada equipe de TI em data centers, juntamente com ferramentas de gerenciamento de ativos de energia e monitoramento térmico e é uma saída. Essa integração entre as diversas ferramentas pode realmente fornecer o tipo de cenário que leva a decisões inteligentes que minimizam a capacidade subutilizada.