A F5 Networks, empresa voltada para soluções de ADN (Application Delivery Networking) – tecnologia  que garante a entrega de aplicações rodando em ambiente Web – divulgou nesta terça-feira (22), a pesquisa ‘The State of Aplicação Delivery 2015’, que analisa o quanto as corporações estão adotando nuvens híbridas. Para elaboração do estudo, foram entrevistados 3200 executivos da área de TIC, os resultados indicam a configuração atual das empresas e o que pretendem migrar para a nuvem híbrida. “O levantamento feito com executivos de outros mercados mostra que algumas regiões já estão abraçando a nuvem e devem seguir neste caminho pelos próximos anos”, detalha o country manager da F5 Networks Brasil, André Mello.
 
A pesquisa indica que as empresas seguem desenvolvendo e implementando aplicações de forma intensa. Dentre as empresas pesquisadas, quase metade (45%) implementa atualmente entre 1 e 200 aplicações, enquanto quase 10% das empresas implementam atualmente mais de 3.000 aplicações. O estudo também mostrou que pelo menos 41% dos tomadores de decisão em TIC estão abertos a mover até um quarto (24%) de suas aplicações para a nuvem até 2016, enquanto quase 24% estão desejosos de mover entre 25 - 50%.
 
“Ao comparar esses resultados com a cultura atual de TIC no Brasil, fica claro que nossos gestores ainda estão numa fase anterior. A principal resistência em relação à nuvem híbrida vem de dúvidas sobre a segurança deste ambiente”, explica Mello.
 
 
Barreiras 
 
 
A despeito da crescente popularidade das nuvens híbridas, 29% das empresas atribuíram a lentidão na adoção ao insucesso em identificar uma política abrangente de gerenciamento de identidades e acessos. Além disso, outros 35% admitiram que a falta de conhecimento interno da abrangência da utilização da nuvem é um impedimento para sua adoção.
 
“Acredito que as empresas locais ainda não estão estudando a importância de se contar com tecnologia de gerenciamento de identidade e acesso para aumentar a consistência do ambiente de nuvem”, pondera Mello. “Somente com a transferência para a nuvem de aplicações missão crítica os gestores deverão passar a investir nesse tipo de solução, algo fortemente ligado à segurança”.
 
Internet das Coisas é menos estratégica que BYOD e Big Data
 
Para Mello, pelo fato das aplicações continuarem a ser uma parte crítica dos processos de negócios, as empresas estão buscando nas implementações na nuvem o mesmo nível de confiança que encontraram no data center. Hoje, empresas de todos os ramos de atividade dependem de aplicações para impulsionar a fidelização dos clientes, a produtividade dos funcionários e as receitas. “Nossa pesquisa revelou que, para os gestores de TIC, as aplicações para dispositivos móveis (BYOD) e a visão analítica sobre o universo Big Data são consideradas tendências mais importantes do que a Internet das Coisas”.
 
 
Ataques DDoS preocupam empresas
 
 
Resultados adicionais da pesquisa revelam que a segurança é a prioridade máxima para as empresas entrevistadas, superando disponibilidade e desempenho no que se refere às aplicações. De fato, 42% dos entrevistados acreditam que serviços de aplicação não podem ser implementados sem segurança. Contudo, de maneira preocupante, outros 25% não tinham planos de implementar proteção contra DDoS, sugerindo que muitas empresas ainda não consideram diversos tipos de ataque uma ameaça importante para seus negócios.
 
Para André Mello, ataques DDoS normalmente são uma preocupação para empresas maiores, mais visadas e mais suscetíveis a ataques dessa natureza. “Empresas menores tendem a ser menos visadas e, portanto, sofrem menos com ataques DDoS, tornando esse ponto uma baixa prioridade nos orçamentos de TIC.  Há no mercado brasileiro, no entanto, empresas médias e pequenas com grande visibilidade na Web que também correm o risco de sofrer ataques DDoS. Nestes casos, vale a pena examinar as ofertas de proteção contra ataques DDoS em forma de serviço, algo que é cobrado de forma pontual e libera a empresa média ou pequena de realizar maiores investimentos”.