Como sociedade, passamos grande parte de 2021 tentando encontrar uma base mais estável e um senso de normalidade, enquanto continuamos a viver e trabalhar em uma pandemia global que mudou tudo, possivelmente para sempre.
No entanto, à medida que emergimos da pandemia, nossos especialistas esperam que os tomadores de decisão dos data centers em 2022, enfatizem outras ameaças reais que afetam o mundo em geral, principalmente aquelas relacionadas à sustentabilidade e às mudanças climáticas.
Além disso, prevemos que a adoção da Inteligência Artificial (IA) aumente no próximo ano, à medida que as organizações procuram usar essa tecnologia para suas crescentes iniciativas de Transformação Digital.
Abaixo, estão algumas das maneiras pelas quais esperamos que esses temas, bem como vários outros, evoluam, e intensifiquem-se nos próximos meses.
Enfoque mais forte do data center na sustentabilidade e mudanças climáticas
À medida que o tema sustentabilidade se transforma em ações práticas, os especialistas da Vertiv preveem que algumas organizações adotarão estratégias de energia sustentável baseadas em uma solução digital, que funcione 24 horas e 7 dias por semana.
Os provedores de nuvem tornaram-se mais enfáticos nessa frente ao anunciar metas de sustentabilidade cada vez mais agressivas. Os sistemas híbridos de energia distribuída podem fornecer energia CA e CC, adicionando opções para melhorar a eficiência e, por fim, permitindo que os data centers funcionem com neutralidade de carbono.
Para obter resultados mais sustentáveis, resilientes e confiáveis as opções viáveis são: células de combustível, ativos renováveis e sistemas de armazenamento de energia de longa duração, incluindo sistemas de armazenamento de energia de bateria (BESS), baterias de íon de lítio e tecnologias de bateria de próxima geração, além do íon de lítio; todos desempenham um papel vital.
Uma grande expansão da infraestrutura de reciclagem de íons de lítio na América do Norte está em andamento, pois várias empresas levantaram financiamento público e privado significativo no mercado, o que removerá uma das poucas barreiras restantes à adoção generalizada de baterias de íons de lítio.
Essa nova abordagem à sustentabilidade também libera o operador do data center de possíveis gargalos e restrições de capacidade de serviços públicos, e a busca pelo zero não irá parar com o carbono.
Os sistemas térmicos que usam água zero estão em alta demanda, principalmente em áreas afetadas pela seca, e veremos as soluções de refrigeração com alto potencial de aquecimento global (GWP) substituídas por novos equipamentos que usam refrigeração de baixo GWP.
A sustentabilidade será fundamental para enfrentar a crise climática no futuro, mas as operadoras de telecomunicações e data centers também darão grandes passos para enfrentar os desafios climáticos em curto prazo.
Eventos climáticos extremos, relacionados às mudanças climáticas, influenciarão as decisões sobre onde e como construir novos data centers e redes de telecomunicações.
De acordo com um relatório do Uptime Institute, três em cada cinco entrevistados acreditam que haverá mais interrupções nos serviços de TI como resultado direto do impacto das mudanças climáticas, e quase 90% acreditam que as mudanças climáticas aumentarão o custo da infraestrutura e das operações, nos próximos 10 anos.
Outros fatores, incluindo confiabilidade e acessibilidade da rede, temperaturas regionais, disponibilidade de água e regulamentos que racionam a energia das concessionárias e limitam a quantidade de energia fornecida aos data centers, também desempenham um papel na tomada de decisões.
Eventos climáticos extremos impulsionarão sistemas de infraestrutura mais robustos no espaço de tecnologia da informação e comunicação (TIC), que precisarão ser cuidadosamente alinhados com as metas de sustentabilidade.
Em 2022, as operadoras de telecomunicações e data centers enfrentarão esses problemas e as sempre presentes questões de latência, criando a necessidade de soluções que possam lidar com todos esses desafios.
A Inteligência Artificial (IA) torna-se real
À medida que as redes de hoje tornam-se mais complicadas e as demandas de Realidade Virtual do Metaverso tornam-se mais proeminentes, a necessidade de computação e tomada de decisões em tempo real aumentam.
Essa demanda em tempo real é sensível a latências e, sob o modelo híbrido, cada vez mais comum de nuvens corporativas, públicas e privadas, Colocation e Edge, o gerenciamento manual em tempo integral é impraticável, se não impossível. Portanto, a Inteligência Artificial e o Machine Learning serão essenciais para otimizar o desempenho dessas redes.
De acordo com um estudo da McKinsey Global Survey, “The State of AI in 2020”, as iniciativas vêm sendo tomadas, com 50% dos entrevistados dizendo que adotaram a IA em pelo menos uma de suas funções de negócios.
Além disso, em uma pesquisa do Gartner, 47% dos entrevistados disseram que os investimentos em IA permaneceram inalterados desde o início da pandemia e 30% dos entrevistados planejavam aumentar seus investimentos em tecnologia de IA.
Essa transformação exigirá muito tempo e esforço. No entanto, as ferramentas de programação foram simplificadas o suficiente para que os cientistas de dados possam apontar recursos de computação para um problema, sem precisar ser especialista em programação ou hardware.
A disponibilidade de hardware de IA de fornecedores estabelecidos, opções de nuvem, uma cadeia de ferramentas simplificada e um foco educacional em ciência de dados trouxe a IA para empresas ainda menores. Isso tem todos os ingredientes para a adoção acelerada da IA em 2022.
Tal como acontece com todos os avanços tecnológicos, a crescente adoção da IA não está isenta de desafios. A ascensão da IA inevitavelmente aumentará a computação em rack e a densidade de calor e, por extensão, acelerará a adoção do resfriamento líquido. Entre outros desafios: reduzir a barreira de entrada valoriza a escolha dos fornecedores, plataformas e sistemas certos nos quais deve-se confiar.
Focando no data center pós-pandemia
Novos data centers serão construídos para atender às necessidades do novo normal, como: trabalho remoto, maior dependência do e-commerce, telemedicina, streaming de vídeo e implantação contínua do 5G.
O suporte a essas mudanças direcionará um foco maior na Edge, onde a VMware projeta uma mudança drástica na distribuição da carga de trabalho, de 5% hoje para 30% nos próximos cinco anos. Os gastos com Edge já devem atingir US$ 250,6 bilhões em 2024.
Com o data center pós-pandemia, nossos especialistas esperam que a disponibilidade continue sendo a principal prioridade, mesmo na Edge, mas a latência mais baixa será de maior valor nos próximos anos para apoiar iniciativas importantes como edifícios sustentáveis e cidades inteligentes.
Inovações para uma integração mais fluida
Certamente há muita ênfase em como os data centers impactarão o mundo, mas também muito se fala sobre melhorias que vêm sendo feitas dentro das paredes, principalmente com sistemas integrados.
Em 2022, provavelmente veremos o próximo passo na integração, já que os data centers trabalham com fornecedores para unificar melhor sistemas maiores, como todos os componentes de infraestrutura de energia, a fim de fornecer uma interoperabilidade perfeita.
A integração como conceito, reduz os custos de construção e implementação e fornece gerenciamento de capacidade flexível. Aplicar a mesma abordagem para sistemas maiores, traz velocidade para essa lista de benefícios.
Com otimismo cauteloso de que 2022 restaurará a sensação de normalidade, esperamos apoiar os operadores e provedores de data centers, à medida que eles navegam nessas tendências e desafios e implementam as soluções que podem fazer de fato uma real diferença.
Comments