Nos últimos meses, diversos estudos têm mostrado um interesse crescente e uma alta taxa de adoção da computação em nuvem na América Latina
A ISACA, uma organização sem fins lucrativos que reúne mais de 86.000 profis
sionais da área de TI no mundo inteiro, realizou uma pesquisa que demonstrou que mais de um terço das organizações na América
Latina tinha intenções de utilizar a c0mputação em nuvem em 2010. A cifra foi maior do que a registrada em pesquisas realizadas na América do Norte e na Europa, em que apenas 25% e 18% das instituições, respectivamente, disseram que utilizariam a computação em nuvem no mesmo período. Em agosto, a empresa de gerenciamento de software Spiceworks publicou um relatório que mostrou que empresas de pequeno e médio porte na América Latina estão liderando a corrida com os serviços de computação em nuvem, e que 41% das empresas pesquisadas disseram que iam adotar a nuvem, em comparação a 24% na América do Norte e 19% na Europa. E, com a virtualização sendo a porta de entrada (embora não a meta final) para garantir a prestação dos serviços de computação em nuvem, os números da análise do IDC mostraram que, em 2009, 10% dos novos servidores enviados à América Latina possuíam algum tipo de virtualização. “Isso passa a ideia de que cerca de 10% dos novos servidores serão utilizados para a prestação de serviços em nuvem, com uma grande curva de projeção de 15%”, mostrou a análise. “Há certas métricas que sugerem que a América Latina está abraçando o conceito de virtualização
e está expandindo para prestar serviços de computação em nuvem em um ritmo acelerado."
Os provedores de serviços também têm sido rápidos ao oferecer a nuvem. Ano passado, o número de provedores cresceu no mercado da América Latina, prometendo a infraestrutura como um serviço, a plataforma como um serviço e mais coisas sendo realizadas. A Entel, no Chile, por exemplo, começou oferecendo servidores virtuais sob demanda, entre outros serviços, como o seu novo datacenter de 8.000 m2.A Terremark também anunciou este ano que poderia fornecer serviços de computação em nuvem a partir de seu datacenter em São Paulo, Brasil, uma instalação de 4.400 m2, dos quais 2.000 m2 são dedicados à infraestrutura de hospedagem
“Estamos no processo de planejamento para uma maior expansão, de aproximadamente mais 2.000 m2”, disse Rodolfo Garcia, presidente da Terremark Latin America.
Alcançando a nuvem
Todos esses números estão influenciando o nível de conhecimento sobre o significado da tecnologia de nuvem. E, de acordo com Carlos Rodriguez, gerente de desenvolvimento de negócios para arquiteturas de datacenters da Cisco na América Latina, algo que muitos relatórios não abrangem é o quão preparadas para a nuvem estão muitas dessas empresas.“Há um equívoco no mercado de que você pode obter a computação em nuvem simplesmente ao virtualizar servidores de modo que possa oferecer um serviço na nuvem que seja auto-gerenciado, instalado e prestado sob demanda. "Isso não é verdade," disse Rodriguez. “Descobrimos que, em alguns casos, quando os clientes assumiram que essa declaração era verdadeira e virtualizaram o servidores, independentement
e da infraestrutura de rede que iria conectar as máquinas, o serviço oferecido era muito ruim."
De acordo com Rodiguez, mesmo o nível operacional se torna uma "dor de cabeça, ao invés de um alívio” em casos como esse.
Então, com que frequência ocorre esse problema? Rodriguez não quis comentar sobre a porcentagem de datacenters que ele considera estarem prontos, de verdade, para oferecerem serviços em nuvem. “Até mesmo nós – o setor – não concordamos ao dizer o que é necessário para construir um datacenter virtualizado," diz Rodrigues
Para aqueles que ousarem
Para as empresas que levam a nuvem a sério na América Latina, Rodriguez oferece algumas dicas que podem ajudar ao migrar de uma sistema tradicional, em que a aplicação é executada em um único servidor, para um ambiente virtualizado. Naturalmente, isso vem da Cisco, sob de uma perspectiva de rede.
Primeiro, Rodriguez diz que as empresas precisam levar em consideração o aumento de tráfego que isso pode causar. “Se eu tivesse um servidor que efetuasse transferências de dados a uma taxa de, digamos, 200 a 300 megabits por segundo, e acabasse colocando 40 a 60 aplicações dentro dessa mesma máquina, o tráfego iria aumentar consideravelmente," diz Rodriguez.
“Portanto, é muito importante ter uma infraestrutura de rede que suporte Ethernet de 10 Gb.”
Temos visto um crescimento muito significativo no fornecimento de produtos Cisco para Ethernet de 10 Gb aos datacenters."
“Para se ter uma ideia dessa magnitude, no exercício fiscal de 2010, a venda de produtos Cisco cresceu em 156% no que diz respeito a Ethernet de 10 Gb para servidores de rede virtualizados."
A Cisco também está começando a ver os primeiros sinais da adoção de outras tecnologias que facilitam a prestação de serviços em nuvem, como aquelas que permitem a convergência via canal de fibra através de Ethernet (FCoE), mas, nesse caso, de acordo com Rodriguez, o crescimento é de apenas 5 a 10%.
Para muitos, a nuvem é inevitável – os provedores estão apostando nela e, agora, na América Latina, o próprio setor está exigindo suas capacidades. Essa é uma tendência que segue por um caminho sem volta.
Fazer tudo da forma correta será a chave para a velocidade da aceitação da nuvem. Fazer da forma errada pode custar caro e deixar vários setores arruinados.
A ISACA, uma organização sem fins lucrativos que reúne mais de 86.000 profis
sionais da área de TI no mundo inteiro, realizou uma pesquisa que demonstrou que mais de um terço das organizações na América
Latina tinha intenções de utilizar a c0mputação em nuvem em 2010. A cifra foi maior do que a registrada em pesquisas realizadas na América do Norte e na Europa, em que apenas 25% e 18% das instituições, respectivamente, disseram que utilizariam a computação em nuvem no mesmo período. Em agosto, a empresa de gerenciamento de software Spiceworks publicou um relatório que mostrou que empresas de pequeno e médio porte na América Latina estão liderando a corrida com os serviços de computação em nuvem, e que 41% das empresas pesquisadas disseram que iam adotar a nuvem, em comparação a 24% na América do Norte e 19% na Europa. E, com a virtualização sendo a porta de entrada (embora não a meta final) para garantir a prestação dos serviços de computação em nuvem, os números da análise do IDC mostraram que, em 2009, 10% dos novos servidores enviados à América Latina possuíam algum tipo de virtualização. “Isso passa a ideia de que cerca de 10% dos novos servidores serão utilizados para a prestação de serviços em nuvem, com uma grande curva de projeção de 15%”, mostrou a análise. “Há certas métricas que sugerem que a América Latina está abraçando o conceito de virtualização
e está expandindo para prestar serviços de computação em nuvem em um ritmo acelerado."
Os provedores de serviços também têm sido rápidos ao oferecer a nuvem. Ano passado, o número de provedores cresceu no mercado da América Latina, prometendo a infraestrutura como um serviço, a plataforma como um serviço e mais coisas sendo realizadas. A Entel, no Chile, por exemplo, começou oferecendo servidores virtuais sob demanda, entre outros serviços, como o seu novo datacenter de 8.000 m2.A Terremark também anunciou este ano que poderia fornecer serviços de computação em nuvem a partir de seu datacenter em São Paulo, Brasil, uma instalação de 4.400 m2, dos quais 2.000 m2 são dedicados à infraestrutura de hospedagem
“Estamos no processo de planejamento para uma maior expansão, de aproximadamente mais 2.000 m2”, disse Rodolfo Garcia, presidente da Terremark Latin America.
Alcançando a nuvem
Todos esses números estão influenciando o nível de conhecimento sobre o significado da tecnologia de nuvem. E, de acordo com Carlos Rodriguez, gerente de desenvolvimento de negócios para arquiteturas de datacenters da Cisco na América Latina, algo que muitos relatórios não abrangem é o quão preparadas para a nuvem estão muitas dessas empresas.“Há um equívoco no mercado de que você pode obter a computação em nuvem simplesmente ao virtualizar servidores de modo que possa oferecer um serviço na nuvem que seja auto-gerenciado, instalado e prestado sob demanda. "Isso não é verdade," disse Rodriguez. “Descobrimos que, em alguns casos, quando os clientes assumiram que essa declaração era verdadeira e virtualizaram o servidores, independentement
e da infraestrutura de rede que iria conectar as máquinas, o serviço oferecido era muito ruim."
De acordo com Rodiguez, mesmo o nível operacional se torna uma "dor de cabeça, ao invés de um alívio” em casos como esse.
Então, com que frequência ocorre esse problema? Rodriguez não quis comentar sobre a porcentagem de datacenters que ele considera estarem prontos, de verdade, para oferecerem serviços em nuvem. “Até mesmo nós – o setor – não concordamos ao dizer o que é necessário para construir um datacenter virtualizado," diz Rodrigues
Para aqueles que ousarem
Para as empresas que levam a nuvem a sério na América Latina, Rodriguez oferece algumas dicas que podem ajudar ao migrar de uma sistema tradicional, em que a aplicação é executada em um único servidor, para um ambiente virtualizado. Naturalmente, isso vem da Cisco, sob de uma perspectiva de rede.
Primeiro, Rodriguez diz que as empresas precisam levar em consideração o aumento de tráfego que isso pode causar. “Se eu tivesse um servidor que efetuasse transferências de dados a uma taxa de, digamos, 200 a 300 megabits por segundo, e acabasse colocando 40 a 60 aplicações dentro dessa mesma máquina, o tráfego iria aumentar consideravelmente," diz Rodriguez.
“Portanto, é muito importante ter uma infraestrutura de rede que suporte Ethernet de 10 Gb.”
Temos visto um crescimento muito significativo no fornecimento de produtos Cisco para Ethernet de 10 Gb aos datacenters."
“Para se ter uma ideia dessa magnitude, no exercício fiscal de 2010, a venda de produtos Cisco cresceu em 156% no que diz respeito a Ethernet de 10 Gb para servidores de rede virtualizados."
A Cisco também está começando a ver os primeiros sinais da adoção de outras tecnologias que facilitam a prestação de serviços em nuvem, como aquelas que permitem a convergência via canal de fibra através de Ethernet (FCoE), mas, nesse caso, de acordo com Rodriguez, o crescimento é de apenas 5 a 10%.
Para muitos, a nuvem é inevitável – os provedores estão apostando nela e, agora, na América Latina, o próprio setor está exigindo suas capacidades. Essa é uma tendência que segue por um caminho sem volta.
Fazer tudo da forma correta será a chave para a velocidade da aceitação da nuvem. Fazer da forma errada pode custar caro e deixar vários setores arruinados.