Em 2021 o tráfego de dados em data centers chegará a 20 Zettabytes (ZB), é o que indica o estudo da Cisco, "Global Cloud Index", que avalia a movimentação em data center e tendências para a utilização em nuvem. Atualmente, são cerca de 6,4 ZB de dados movimentados e, segundo o relatório, o crescimento exponencial será possível graças a evolução das tecnologias de segurança. A diminuição de riscos corporativos e melhorias na proteção de dados de clientes estão consolidando o aumento do tráfego de dados em nuvem. 
 
No entanto, as ameaças evoluem concomitantes a oferta de soluções de segurança e a atualização dos dispositivos de proteção é contínua. Uma das principais responsáveis pela evolução da segurança de data centers com a invenção da câmera de rede, a Axis Communications, investe tempo e tecnologia no desenvolvimento de equipamentos e softwares de segurança – seja segurança física, perimetral e de acesso, ou, a segurança de dados. 
 
Saiba como as 5 tecnologias da fabricante sueca estão renovando as possibilidades de segurança de dados pelo mundo. 
 
1 - Defesa perimetral e acessos 
 
Hoje em dia, já é possível receber um alerta no celular caso alguém se aproxime dos muros de um data center. O operador na central de controle é alertado automaticamente e visualiza a imagem dos suspeitos na hora, dia ou noite. Parece coisa de filme, mas trata-se de uma solução para a segurança inteligente de perímetros. Caso alguém chegue a pular o muro, o Axis Perimeter Defender pode gerar alertas ainda mais enfáticos, como o disparo de uma mensagem sonora usando alto-falantes IP em estilo corneta. É uma espécie de escudo em torno da instalação. 

 
Para as pessoas de fato acessarem o data center, é recomendável que haja um registro confiável sobre quem entrou, quando entrou, quanto tempo permaneceu e a que áreas teve acesso. Existem diversas tecnologias para esse tipo de controle. A maioria envolve não apenas uma senha ou cartão, que podem ser copiados, mas também verificação física, como reconhecimento facial. Isso pode ser feito usando um videoporteiro (de preferência resistente a agressões para as áreas externas) com software de reconhecimento facial. Quando o rosto confere com o cadastrado, e quando o horário confere com o permitido, a porta é aberta através de controladoras IP como a AXIS A1001. 
 
Até mesmo a porta de um rack pode ser controlada. Existe um módulo inteligente chamado AXIS A9188, alimentado via PoE, que se conecta a dispositivos I/O para gerar alertas quando, por exemplo, a porta de um rack é deixada aberta por engano. 
 
2 - Análise de processos e cumprimento de protocolos
 
É comum a proibição à entrada de celulares com câmeras, por exemplo, e muitos data centers limitam o número de pessoas que entram ao mesmo tempo. 
 
Um sistema de videomonitoramento inteligente consegue identificar que acabaram de entrar no data center mais pessoas do que o permitido. Usando o AXIS Occupancy Estimator, o data center fica sabendo o número de pessoas naquele espaço naquele momento, e recebe um alerta assim que se ultrapasse o permitido. 
 
E mais: um data center geralmente tem períodos determinados em que ninguém acessa seu espaço físico. O sistema de videomonitoramento pode ser programado para gerar alertas caso alguém circule pelo local quando ele deveria estar vazio.
 
Esses e outros alertas, como um objeto abandonado num dos corredores, podem gerar avisos sonoros usando alto-falantes IP. As mensagens servem para dissuadir pessoas mal-intencionadas ou alertar contra descuidos de funcionários. Até mesmo avisos recorrentes podem ser programados para lembrar aos responsáveis o cumprimento de alguma tarefa naquele momento. 
 
3 - Eficiência no volume de dados do sistema de videomonitoramento
 
Para além do padrão H.264, que realiza uma compressão significativa nas imagens, pode-se acrescentar a isso o Zipstream para uma compressão adicional sem perda visível de qualidade nas imagens. Usando o Zipstream, um data center pode alcançar uma redução média de 50% sobre a largura de banda do sistema de videomonitoramento. 
 
Além da compressão, existem outras formas de reduzir o tráfego de dados do videomonitoramento. O Formato Corredor, por exemplo, gera uma imagem em formato vertical (9:16). 
Ao oferecer uma visualização vertical, a imagem fica com mais detalhes no final do corredor. Isso permite usar uma única câmera para cobrir um corredor de 50 metros. Ou seja, o Formato Corredor também permite ao data center reduzir o volume de dados em 50%. Nos espaços em que pode combinar o Formato Corredor com a tecnologia Zipstream, a redução combinada pode chegar portanto a 75%.  
 
4 - Monitoramento da saúde do sistema
 
Tanto empresas e governos que hospedam seus próprios data centers quanto empresas de hospedagem podem contar com sistemas que se auto-gerenciam: o AXIS Device Manager, por exemplo, faz uma análise contínua da saúde de todos os dispositivos Axis conectados à rede: câmeras, controle de acesso, equipamentos de áudio etc. A atualização do firmware é automática. 
 
Alguns certificados de segurança exigem, por exemplo, que os dispositivos a serem conectados à rede, como câmeras, já venham de fábrica não apenas pré-configurados, mas também contendo os certificados exigidos pelo cliente. Para atender a esse nível de exigência, é possível encomendar os produtos com customização de firmware. 
 
5 - Gestão unificada
 
É fácil notar que todas essas tecnologias apontam para um mesmo caminho. Os data centers mais avançados do mundo estão se beneficiando das novas capacidades de integração profunda entre dispositivos conectados à rede. É cada vez mais evidente que a gestão centralizada de sistemas é extremamente eficiente. 
 
Num ambiente totalmente IP, em que até mesmo os dispositivos de áudio usam protocolo SIP para comunicação com telefones IP, o data center consegue trackear informações com mais rapidez e operar com eficiência. 
Esses benefícios de integração entre sistemas tendem a ficar cada vez maiores para quem investe em tecnologias abertas de hardware e software, porque elas conversam facilmente com outras tecnologias.
 
*Paulo Santos é gerente de soluções da Axis Communications.