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A Região Centro-Oeste ocupa uma área de 1.606.371,5 quilômetros quadrados e é a segunda maior do Brasil. A vegetação é o cerrado, segunda maior cobertura vegetal do Brasil.

Desde os primórdios, a principal atividade econômica na região é a agropecuária, com destaque para a criação de gado e o cultivo de soja, arroz, milho e cana-de-açúcar.

Nos últimos cinco anos essa realidade vem mudando, com um acentuado crescimento do mercado local de data center. Para o sócio-diretor da Fox Engenharia, Paulo Cesar Resende, o mercado de data center do Brasil crescerá em torno de 15% ao ano, e o Centro-Oeste corresponde a boa parte desse percentual. 

O executivo destaca que o mercado do Sudeste é pioneiro no Brasil, quando o assunto é data center e, por isso, os profissionais da indústria que atuam na região, são mais experientes sobre o que contratar; também estão mais acostumados com os custos que envolvem edifícios de tecnologia e edifícios críticos. 

"No Centro-Oeste os profissionais ainda estão aprendendo, começando a amadurecer sobre quais são os custos e qual é a infraestrutura que envolve um data center."

O sócio-diretor da Fox destaca que a indústria automobilística e farmacêutica vem se expandindo no Centro-Oeste, e isso vem ajudando a fortalecer o mercado de data center local.

A maior debilidade da região hoje, segundo o executivo, é a falta de mão de obra qualificada. Paulo Cesar Resende ressalta que se gasta muito tempo lapidando um profissional, que sai da faculdade, para que este possa trabalhar em um projeto de data center. 

“Hoje nosso maior gargalo no Centro-Oeste chama-se falta de mão de obra. Para suprir essa demanda nós temos importado. Criamos o projeto “Mais Engenheiros”, estamos com arquitetos e engenheiros de Portugal e Cuba. Mas acima de tudo, temos formado. Desde o estágio, depois trainee e atuando nas universidades, levando aos professores disciplinas que os estudantes precisam aprender para atuar no mercado de data center”.

Roberpaulo, Gerente de Facilities do GrupoOrion, também acredita no potencial do Centro-Oeste e diz que hoje, o mercado de data center na região está aquecido e tem capacidade de suportar boa parte da demanda de sistemas de TI, centralizada no Sudeste, com o diferencial de espaço. O executivo lembra que a Cidade Digital, localizada na região, foi idealizada e planejada para esse fim, e é um atrativo para as grandes instituições financeiras, que buscam segurança e estabilidade, onde se pode citar o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal.

O gerente de Facilities do GrupoOrion destaca que grandes empresa têm se estabelecido no Centro-Oeste e além de ser uma região central, de fácil distribuição de dados, a região possui grandes incentivos, incluindo os fiscais, espaço e áreas destinadas para esta finalidade.

Casos de êxito

A Fox Engenharia é parceira de longa data da Caixa Econômica Federal, onde desenvolve projetos desde a viabilidade até a operação. Um desses exemplos é o Centro Tecnológico Caixa - CTC, que está em construção neste momento. 

“Fizemos todo o projeto em parceria com a Caixa. Foi um projeto a quatro mãos com a competente engenharia da Caixa. A Fox desenvolveu todo projeto, deu toda assessoria na contratação das empresas. Estamos com uma equipe fazendo a gestão da obra e já estamos contratados para fazer a gestão da operação. Esse é um ciclo que chamamos de sucesso, porque é completo. Começamos na viabilidade e vamos até a operação.”

Atualmente a Fox Engenharia também, está concluindo um processo semelhante com a Oi, em Salvador. A empresa começou na viabilidade, realizou a gestão da obra, que já está quase concluída.

Visando eficiência energética e melhores práticas, Fábio Franco do Serviço de Manutenção em Instalações Especiais da Dataprev, comenta que o Centro de Processamento de Dados do Distrito Federal (CPDF - Brasília), foi o primeiro passo para uma grande mudança na Dataprev. A empresa saiu de um site obsoleto para um parque moderno, com aplicação de equipamentos e soluções de última geração. 

As unidades foram construídas em diferentes locais, o executivo diz que os parques já existiam nesses ambientes, o que ocorreu foi uma atualização nas instalações. A previsão é de que um novo data center seja construído, mas ainda sem data definida.

Sobre as dificuldades encontradas, Fábio Franco pontua que em Brasília a maior barreira foi a disponibilidade de energia, em São Paulo, ajustes normativos com autoridades públicas foram um entrave significativo e no Rio de Janeiro, a grande emissão de calor foi um fator impeditivo.

Já o GrupoOrion vem se destacado no mercado de manutenção e otimização de data centers, muito em função do constante desenvolvimento de novas tecnologias, dentre as quais o CFD, que realiza simulações computacionais de fluidodinâmica no modelo virtual do data center, permitindo uma abordagem econômica e detalhada do projeto para resolução de problemas, estudo de modificações e análise da gestão operacional das instalações. O modelo é composto por detalhes físicos, térmicos e de dissipação de potência de todos os principais sistemas do ambiente, incluindo a estrutura da sala, equipamentos de climatização, racks e ativos de TI.

A ferramenta não possui pontos negativos, é literalmente ‘ganhar ou ganhar’. Uma vez realizado um estudo com a qualidade que o GrupoOrion oferece, todas as problemáticas antes ocultas passam a ser evidenciadas e solucionadas da melhor forma possível, assim o data center torna-se mais eficiente no consumo energético, agredindo menos o meio ambiente e reduzindo os custos de operação.

Data Center Specialist 

Recentemente Fabio Franco recebeu a certificação “Data Center Specialist”. O profissional diz que a certificação foi fundamental para o seu caminho dentro da Dataprev, uma vez que proveu conhecimentos vitais para realizar os novos projetos dentro do data center. 

Atualmente o profissional atua como gerente do projeto de implantação do novo data center no Rio de Janeiro e declara que os cursos providos pela DatacenterDynamics foram essenciais para prover fundamentos que se tornam diferenciais nas tomadas de decisão na execução das obras. 

Otorgada pela DatacenterDynamics, a certificação tem reconhecimento internacional e é obtida através de 77 horas de estudo, que consiste em quatro cursos presenciais e 40 horas online (5 cursos). 

O Data Center Specialist atesta e comprova a competência de profissionais do setor de centros de informática. 

Para obter a certificação é necessário no mínimo quatro anos de experiência profissional, já que a DatacenterDynamics entende que para se obter uma certificação de “especialista” faz-se necessário um mínimo de experiência no setor ao que o candidato se propõe a se especializar.

A realização do Data Center Specialist é uma resposta à solicitações de profissionais da indústria, que há anos vêm solicitando uma qualificação completa em nível global. Até os dias de hoje, existem no Brasil cursos soltos de data center, o Data Center Specialist  surge como uma proposta integradora que une teoria e prática. 

“Um conhecimento diferenciado conduz sempre ao caminho das melhores práticas no mercado”, conclui o executivo da Dataprev.