O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aldo Rebelo, e o vice-ministro alemão de Educação e Pesquisa, Georg Schütte, firmaram, nesta quinta-feira (20), cinco acordos bilaterais para estimular a cooperação em bioeconomia, pesquisa marinha e terras-raras, garantindo a continuidade da parceria em torno do Observatório de Torre Alta da Amazônia (Atto, na sigla em inglês) e lançar editais conjuntos em educação e ciência, tecnologia e inovação (CT&I).
"A inovação tem um papel decisivo na determinação do destino das nações", afirmou o ministro Aldo Rebelo. "Geralmente a nação que mais inova é a mais competitiva, é a vanguarda; assume supremacia comercial, financeira, econômica e cultural. A superioridade tecnológica acaba por determinar as demais superioridades."
O vice-ministro da Alemanha reforçou que ambas as partes podem aprender muito. "Eu admiro a organização das universidades brasileiras, que considero extremamente profissionais. E também reconheço como o fomento à ciência no Brasil é bem avançado. O CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), por exemplo, dispõe de um banco de dados bastante extenso; não temos algo parecido na Alemanha."
Também nesta quinta-feira a presidenta Dilma Rousseff destacou a ampliação da cooperação bilateral entre o Brasil e a Alemanha. Em cerimônia oficial no Palácio do Planalto, onde ela recebeu a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, Dilma falou dos investimentos bilaterais em ciência, tecnologia e inovação (CT&I) como sendo prioritários para o aumento da produtividade da economia no Brasil.
"A Chanceler Merkel e eu adotamos importantes iniciativas em educação, ciência, tecnologia e inovação, áreas prioritárias para o aumento da produtividade da economia e a consolidação das conquistas sociais no Brasil", disse. "Nas áreas energéticas e de desenvolvimento urbanos, registro com satisfação o anúncio de financiamentos alemães para projetos em energias renováveis, eficiência energética, redes inteligentes e mobilidade urbana. Partilhamos o objetivo de construir uma urbanização integrada e sustentável", afirmou.
Outro destaque da fala da presidenta na área de CT&I foi a Governança na Internet e a importância de se assegurar o direito à privacidade na era digital. "Alemanha e o Brasil foram pioneiros e bem sucedidos ao trazer o tema para o centro da agenda internacional", ressaltou.
Parceria
A Alemanha é o principal parceiro comercial do Brasil na Europa e o quarto parceiro comercial brasileiro no mundo. Em 2014, o intercâmbio comercial entre o Brasil e a Alemanha atingiu US$ 20,4 bilhões, tendo praticamente triplicado desde 2005. A Alemanha e o Brasil são a 4ª e a 7ª economias do mundo, as maiores, respectivamente, da Europa e da América do Sul.
"Neste cenário de incertezas quanto à recuperação da economia internacional, sabemos o quanto é importante essa parceria. A Alemanha é um dos principais investidores no Brasil e seu maior parceiro comercial, e o quarto parceiro no mundo. Cerca de 1.600 empresas alemãs atuam em nosso território, gerando aqui emprego, gerando aqui renda e contribuindo para a prosperidade do nosso país", disse a presidenta.
"O Brasil tem tido um desenvolvimento muito intenso nos últimos anos, deixando o mapa da fome mundial em 2014. É o país com a maior biodiversidade do mundo e temos muita cooperação na área de ciência e pesquisa", afirmou Angela Merkel.
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