Graças aos investimentos que o Brasil vai receber para os eventos esportivos que vai sediar, nos próximos anos, também à exploração do pré-sal, a indústria brasileira de TI deve ter a maior taxa de crescimento mundial ainda este ano. Essa é a estimativa da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes). Segundo o Presidente da Associação, Jorge Sukarie, em declaração à Reuters, o faturamento do setor deve avançar de 14,5% para US$ 69 bilhões este ano.
Em 2012, a indústria brasileira de TI movimentou US$ 60,2 bilhões, crescimento de 10,9% na comparação com o ano anterior, enquanto a média de crescimento mundial foi de 5,9%.
Atualmente o Brasil ocupa a sétima posição do ranking mundial de investimentos em TI, atrás dos Estados Unidos (US$ 638 bilhões), China (US$ 173 bilhões), Japão (US$ 172 bilhões), Reino Unido (US$ 110 bilhões), Alemanha (US$ 101 bilhões) e França (US$ 76 bilhões).
"Embora a economia brasileira não esteja respondendo, a previsão é de que o setor receba mais investimentos nos próximos meses", disse Sukarie. "Há fatores a serem considerados, como os grandes eventos esportivos (Copa e Olimpíadas), além do pré-sal", declarou.
No ano passado, a maior parte do faturamento da indústria de TI no país permaneceu no segmento de hardware, que movimentou 35,3 bilhões de dólares, seguido por serviços, com 15,4 bilhões de dólares, e por software, com 9,4 bilhões de dólares.
"Esperamos que essa proporção mude. A tendência é que os segmentos de software e serviços ultrapassem a barreira de 50 por cento (do faturamento) até 2020", declarou Sukarie.
"O grau de maturidade da indústria de um país se mede quando este consegue fazer que os investimentos em software aumentem, porque a inteligência que move a inovação está mais no software", completou.
Segundo o executivo, a fatia maior do hardware na indústria de TI brasileira ocorre por conta do recente boom de venda de aparelhos, como tablets e smartphones no país.
A associação estima que, depois do Brasil, a indústria de TI que terá maior crescimento em 2013 será a da China, com avanço próximo aos 14 por cento. "A indústria chinesa ainda tem muitas perdas com a pirataria", declarou.
A média mundial de crescimento prevista para este ano é de 5,5%, com base no levantamento feito pela IDC a pedido da Abes