A Huawei apresentou, esta semana, dados inéditos do desempenho do Brasil através de seu estudo Global Connectivity Index 2015 (o GCI, sigla em inglês para Índice Global de Conectividade). O relatório fornece indicadores que medem, analisam e projetam o impacto das TICs no processo de transformação das nações para a economia digital.
 
Em termos de conectividade, o Brasil está no topo do grupo denominado “seguidor” no ranking global, ocupando a 26ª posição, e se apresenta como um dos líderes no bloco dos países em desenvolvimento, com o 6º lugar. Na América Latina, está atrás apenas do Chile (20ª posição no ranking global) e está em terceiro no BRICS, atrás da China (23º) e da Rússia (25º).
 
Os países em desenvolvimento – tendo o Brasil, China, Chile e Emirados Árabes liderando este grupo no GCI – têm diminuído a distância em relação aos países desenvolvidos em termos de oferta de conectividade. Entretanto, os mercados em desenvolvimento ainda estão atrás das economias maduras quando se trata de demanda de conectividade e experiência.
 
Entre os países em desenvolvimento, o Brasil ocupa a oitava colocação em penetração de banda larga móvel, liderando o grupo. A expectativa é que o país avance nas próximas edições do GCI por conta do Plano Nacional de Banda Larga, promovido pelo Governo Federal.
 
“Com base neste estudo, entendemos que é preciso estimular o investimento na construção de uma infraestrutura robusta de TIC e na adoção de tecnologias inovadoras para acelerar a transformação digital e, consequentemente, promover avanços socioeconômicos”, afirma Jason Zhao, CEO em exercício da Huawei. “A Huawei tem colaborado com o planejamento tecnológico de empresas, governos e organizações no  mundo inteiro, e acredita que o GCI pode ser mais uma ferramenta para colaborar com o esforço global das nações rumo à inovação.”
 
Alta oferta de Computação em Nuvem
 
Apesar de uma ampla quantidade de fornecedores de computação em nuvem no Brasil, o que acarreta um elevado índice de oferta dessa modalidade, percebe-se que a migração de indústrias tradicionais para a plataforma em nuvem ainda é embrionária no Brasil, com um índice de apenas 1 entre 5 possíveis. Esses indicadores apontam que o Brasil possui um alto potencial de crescimento da computação em nuvem.
 
Os Data Centers são a base para os avanços esperados em TIC e são catalizadores para a adesão generalizada de computação em nuvem, big data e IoT.  O GCI mostra que o Brasil ultrapassou a maioria dos países em desenvolvimento na adoção de banda larga e Data Centers, porém segue atrás dos países desenvolvidos, onde o investimento em Data Centers é três vezes maior do que o de países em desenvolvimento e duas vezes maior do que no Brasil. O GCI da Huawei revelou ainda que o número de servidores existentes nos países desenvolvidos é 2,5 vezes maior do que no Brasil e os serviços de Gestão de Data Centers é 2 vezes maior, o que indica o grande potencial de crescimento de Data Centers no país.
 
Sobre o Global Connectivity Index da Huawei
 
O que diferencia o GCI de índices similares é uma definição mais ampla da conectividade que abrange redes, computação e armazenamento, ao mesmo tempo em que também enfatiza elementos não estruturais de uma economia digital funcional, como demanda por serviço, atividade de comércio eletrônico, entre outros.
 
Os Estados Unidos estão em primeiro no ranking entre os países pesquisados, graças à robusta força de fornecimento e demanda para serviços de TIC, além do avançado estado de implementação dos serviços, ao lado outras economias maduras como Suécia, Singapura, Suíça e o Reino Unido completando os cinco primeiros países do ranking.
 
A pesquisa aponta que o investimento em TIC está relacionado ao PIB, sendo que um aumento de 20% em TIC gera um incremento de 1% no PIB de um país, ou seja, a adoção de TIC tornou-se fundamental para se alcançar uma economia digital. Ele também identifica cinco habilitadores da transformação digital - data centers, serviços em nuvem, Big Data, banda larga e a Internet das Coisas. Estas tecnologias representam os objetivos que os interessados devem priorizar a fim de transformar mais eficientemente suas economias para a era digital.
 
Todas as economias estão se digitalizando e o GCI fornece um guia sobre quem está na frente, quem está atrás, por que, e quem está posicionado para subir ou descer. O Índice Global de Conectividade não é apenas um ranking de países. “Nós o vemos como uma plataforma para trabalhar em parceria com os tomadores de decisões políticas e líderes empresariais para identificar, aproveitar e criar novas oportunidades da economia digital com o objetivo de construir um mundo melhor conectado”, afirma Kevin Kevin Zhang, presidente de marketing da Huawei.