Apesar do termo Big Data está cada vez mais popular e ser considerado uma prioridade de negócio, devido à sua capacidade de apontar soluções para desafios de longo prazo, oferecendo transformação processual, organizacional, indústrial e, até mesmo, social o Big Data ainda não conquistou as empresas de TI brasileiras.
Um estudo realizado pelo Ibramerc - Instituto Brasileiro de Inteligência de Mercado, apenas 1% das empresas usuárias de TI emprega técnicas de Big Data em suas atividades, sendo que entre aquelas que as aplicam o fazem há menos de um ano. Realizado em parceira com a ebusiness Brasil (Associação Brasileira de e-business), o estudo foi feito entre 15 e 22 de julho com 326 empresas de diversos setores da economia, indústria, prestadores de serviços, varejistas e terceiro setor.
Atualmente, o uso de Big Data no país é uma barreira efetiva, já que os números da pesquisa apontam que a maioria das empresas não tem previsão para colocar esse novo sistema em prática. De um lado, dizendo utilizar há menos de um ano, está a TI com 1%; do outro, 6% dos profissionais de Marketing trabalham informações provindas desse conceito nos últimos meses. Os números apontam ainda que, para 80% dos especialistas em TI, não existe previsão para colocar essa nova técnica em prática, enquanto que para os atuantes do Marketing o número cai para 49%.
“As empresas ainda estão receosas com o Big Data, principalmente pela grande quantidade de informações desencontradas sobre o seu real papel benéfico nos departamentos. Mas a pesquisa mostra que a realidade está mudando e a técnica será parte do dia a dia das corporações muito em breve, nos mais diversos departamentos”, afirmou o Diretor de Marketing da Ibramerc, Henrique Gasperoni.
O setor Industrial lidera a participação na pesquisa, colocando naturalmente empresas de grande porte, com faturamento acima de 300 milhões de reais/ano, como as que mais tiveram aderência ao estudo. Já entre as empresas de TI, o número de instituições com esse nível de valor chegou a 53%; no Marketing, o índice foi de 33%.
A Ibramerc pondera que, mesmo com a utilização quase irrisória do Big Data no mercado brasileiro, o crescimento projetado para os próximos 15 meses não pode ser desprezado.
Segundo o instituto, este cenário promete mudar de maneira substancial em poucos meses. O estudo apontou que boa fatia do mercado já trabalha na implantação do conceito, não só para o segundo semestre de 2013, mas principalmente até o final de 2014.