Os últimos resultados colocam a Ascenty na posição de maior empresa de data center do Brasil, em potência de energia (MVA) e em espaço disponível para TI. A empresa tem hoje quatro data centers em operação (Campinas, Jundiaí, Hortolândia e Maracanaú - CE).
Em 2010 a empresa começou a operar no país como Metro Fiber Brasil. Em 2012, Chris Torto decidiu comprar a Ascenty, na época uma empresa especializada em hosting gerenciado e cloud computing; manteve o nome e ampliou os serviços.
A Ascenty vem na vanguarda das certificações, hoje é a única no país a ter a ISO 14001, norma internacional que atesta o compromisso da empresa com o meio ambiente. Em 2015, foi recertificada com o Payment Card Industry Data Security Standard - PCI-DSS, padrão adotado pela indústria de cartões no mundo todo, que atesta que o ambiente está preparado para rodar transações de cartões, de acordo com as rigorosas normas internacionais de segurança de dados.
Além disso, a Ascenty dispõe de mais de 3.500 km de redes de fibras óticas próprias no Estado de São Paulo e na região metropolitana de Fortaleza, que interligam seus data centers com outros centros de dados e com as principais operadoras de telecom.
Data Centers
De acordo com Felipe Caballero, diretor de Facilities e Data Center da Ascenty, dentro do plano de expansão da empresa, era importante ter um data center no Nordeste, onde o Brasil conta hoje com alto nível de conectividade com o mundo.
"Nós já tínhamos uma demanda. A intenção era fazer um data center na região metropolitana industrial, Maracanaú - CE, estabelecendo assim uma distância estratégica do mar, por conta da maresia. Com isso, ganhamos em espaço, eficiência porque é uma área mais tranquila para se fazer um galpão, do que em uma grande cidade", conta.
A Ascenty começou construindo um data center em Campinas - SP, por uma estratégia de sair um pouco de São Paulo, já que todas as empresas estavam aglomeradas na cidade. Era importante para a empresa, ter uma distância de São Paulo para fazer disaster recovery e dispor de serviços que pudessem ser aplicados fora da cidade, em uma distância segura para ter um backup. O data center campinense tem 3.6 megawatts de energia; em torno de 900 racks e foi vendido rapidamente, 100%.
Logo após, se deu a necessidade de ir para Jundiaí, uma vez que a cidade também fica numa região estratégica (há 30 minutos de São Paulo). "Essa foi uma estratégia acertada da Ascenty. Hoje, dois anos depois, o data center que tem 12 megawatts de TI, já está completamente vendido também."
Por conta de uma demanda de clientes que gostariam de hospedar seus dados dentro da região, a empresa decidiu construir mais um data center, dessa vez em Hortolândia - SP. O site que foi inaugurado em dezembro de 2015, conta com seis megawatts de TI e 60% está praticamente vendido. "Certamente teremos vendido todo o data center antes de ser comissionado. Neste momento, estamos em fase de comissionamento e o data center está praticamente todo vendido. Isso é uma surpresa, um desafio porque a cada data center iniciado, ele é vendido antes de ser comissionado", comemora.
Burocracia
Em termos de burocracia, o executivo conta que foram enfrentados diferentes problemas por conta da divergência fiscal entre os estados. Materiais que entravam pelo Porto de Vitória, tinham que ir para São Paulo para depois seguir para o Nordeste, o que criou algumas dificuldades na questão de entrega de equipamentos. Também foram enfrentados problemas com a Receita Federal, em greve, por conta de equipamentos que vinham do exterior. Principalmente equipamentos de geração de energia, que em geral são grandes, custosos e pesados.
Ainda assim, o executivo acredita que esses gargalos não impedem o crescimento de empresas do porte da Ascenty no Brasil.
"A burocracia brasileira atrapalha nesse contexto. Na questão de liberação de cargas, de passagem de um estado para o outro. Por conta disso, o país fica concentrado nas grandes capitais do Sul e do Sudeste."
Data Center na cidade de São Paulo
Por questões de logística e de alguns clientes, a Ascenty decidiu construir um data center na cidade de São Paulo. Com inauguração prevista para abril de 2016, o data center terá 10 mil metros quadrados de área construída (4.000 m² de piso elevado para TI).
"Os clientes vêm pedindo que a gente tenha presença também em São Paulo, junto dos outros data centers. Uma vez que nós já temos data centers para serviço de backup, de disaster recovery. Daí a nossa estratégia de estar na cidade de São Paulo, na região de Alphaville, Osasco onde construiremos um data center de 10 megawatts de TI”, conclui.
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