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– Foto: Assessoria de imprensa

Ecossistema digital evoluído, maior adoção de soluções de Edge Computing, infraestrutura flexível e escalável e segurança zero trust de ponta a ponta. Essas são algumas das tendências que o Managing Director da Equinix no Brasil, Victor Arnaud, destaca para o setor do Data Center no ano que vem.

De acordo com Arnaud, mesmo que o cenário econômico global traga incertezas políticas e econômicas que preocupam os executivos de todas as indústrias, segundo pesquisa Global Tech Trends Survey 2022 (GTTS), esta apreensão não impede os planos de crescimento. Apenas 8% dos entrevistados afirmaram que não há planos de chegar a novas regiões ou países no período de um ano e 6% não sabem, número inferior à média global (22%).

“O mercado de serviços de Data Center da América Latina segue crescendo, com previsão de taxa composta de crescimento anual de 12,9% entre 2019 e 2024, segundo a Frost & Sullivan. Ainda estamos em um processo de transformação digital na região, com muitas cargas de trabalho a serem movidas para a nuvem, aplicativos a serem modernizados e infraestrutura a ser implantada”, afirmou o Managing Director da Equinix.

Segundo ele, o ritmo de crescimento é alto também no Brasil. “São Paulo destaca-se no GXI - Global Interconnection Index 2023 - como a área metropolitana core de crescimento mais rápido no mundo, alcançando uma taxa anual composta de 46% no período. Para contextualizar, as áreas core são os locais onde as organizações distribuem sua infraestrutura central devido à grande presença de redes, provedores de cloud e serviços de TI, e são complementadas pelas infraestruturas de edge (borda)”.

Arnaud enfatizou:”São Paulo é definitivamente um hub regional fundamental para a América Latina, mas é interessante notar também o crescimento de outras cidades, como o Rio de Janeiro, estimuladas pelo potencial do 5G e aumento da geração e consumo de dados”.

Alinhado a estes números, ele destaca que este é um dos períodos de investimentos mais intensos da companhia na América Latina. A Equinix investiu US$ 153 milhões no Brasil entre 2021 e 2022, somando expansões em Data Centers existentes e a construção de um novo Data Center, o SP5x. Outros dois sites de hiperescala estão previstos para o Brasil.

“No primeiro semestre de 2022, anunciamos a conclusão da aquisição de quatro Data Centers no Chile da Empresa Nacional de Telecomunicações S.A. (Entel), uma das principais provedoras de telecomunicações chilenas, e um no Peru, no valor aproximado de US$ 735 milhões. Em outubro, anunciamos o investimento de US$ 45 milhões na Colômbia para a construção de um novo Data Center em Bogotá, com inauguração prevista para o primeiro semestre de 2023”, informou Arnaud.

Tendências para 2023

Entre as tendências no setor do Data Center no próximo ano para o Brasil e a América Latina, Victor Arnaud ressalta a construção de um ecossistema digital repleto de Provedores de Serviços de Infraestrutura, Nuvem e Rede, o que vem ajudando as empresas a fortalecer sua produtividade e competitividade. Ele inclui o Edge Computing como um paradigma importante de TI nos últimos anos.

“Tendências como trabalho remoto ou híbrido, 5G e transações em tempo real aceleraram as estratégias de tecnologia. Como parte de sua transformação digital, as empresas querem oferecer serviços digitais mais próximos de seus usuários, afastando-se de arquiteturas centralizadas e movendo a infraestrutura para a borda. De acordo com o GXI 2023, as organizações estão interconectando a infraestrutura de borda 20% mais rápido do que o núcleo. E nada menos que 30% da infraestrutura digital já passou para a borda”, disse o Managing Director.

Segundo ele, os desafios da digitalização e interconexão na América Latina demandam um maior número de provedores de serviços de nuvem e de outros serviços de infraestrutura digital. “No próximo ano, veremos mais empresas executando a migração de seus aplicativos de negócios para arquiteturas de infraestrutura híbrida e multicloud. As empresas querem estar preparadas para escalar suas soluções sob demanda e acelerar seu ciclo de desenvolvimento de produtos, construir ofertas verticais e habilitar seus negócios, tudo com conectividade onipresente das várias redes no mercado”.

Outra aposta para o próximo ano, de acordo com Arnaud, é a busca estratégica por aliados tecnológicos e o uso da Inteligência Artificial (IA). “Líderes digitais estão se destacando por integrar aplicativos que incorporam todos os seus serviços para simplificar as interações com os clientes, redesenhando produtos, serviços e processos com uma experiência no consumidor. Ao mesmo tempo, estão incorporando algoritmos de IA para oferecer experiências adaptativas que respondem às mudanças no ambiente, acomodando as preferências de cada consumidor e gerando resultados personalizados”.

Arnaud também aponta para 2023 a filosofia Zero Trust de segurança nas empresas. “A tendência nas estratégias de segurança cibernética é quebrar silos e estabelecer ambientes convergentes, com mais integração, visibilidade e controle. As organizações estão migrando para a filosofia Zero Trust Security, onde qualquer usuário, aplicativo, serviço ou carga de trabalho deve ser pré-autenticado, onde quer que esteja. Além disso, o acesso só é válido para determinados recursos”, explicou.

Eficiência energética como prioridade

Questionado sobre o que deve ser melhorado e priorizado no setor do Data Center no próximo ano, Victor Arnaud destacou a sustentabilidade.

“As empresas do setor estão buscando maior eficiência energética, fontes de energia renovável, redução do consumo de água, entre outras ações.Na Equinix, temos metas climáticas desde 2015 e o compromisso de atingir a neutralidade climática até 2030. Para isso, estamos adotando fontes renováveis de energia (estamos em 95% globalmente), programas permanentes de eficiência energética e implementando ações de retrofit e de aproveitamento das condições ambientais”, afirmou ele.

O diretor da Equinix Brasil complementou: “No Brasil, todos os nossos sete data centers IBX já contratam 99% da energia renovável de origem eólica ou solar, as mais limpas entre as renováveis. E há outras iniciativas também: no Rio de Janeiro, temos há anos um sistema de captação de água da chuva que reduziu pelo menos 70% o consumo de água e 10% de energia desde que foi inaugurado. Em SP3, nos períodos de chuvas intensas, 100% da água de resfriamento vem da chuva”.

Ele disse que também foi adotado o CAC (confinamento de corredor refrigerado) para aumentar a eficiência energética, iluminação LED e controle de luz otimizado. “Fomos os primeiros no país a adotar o free cooling indireto em SP2”.

O diretor da Equinix Brasil concluiu a entrevista, mencionando a mais recente medida de sustentabilidade anunciada pela empresa: “Reduzir o uso geral de energia, aumentando as faixas de temperatura operacional dos Data Centers. É o primeiro compromisso desse tipo de um operador de Data Centers de colocation. A partir de agora, a Equinix começará a definir um roteiro global plurianual para operações térmicas em seus Data Centers, para obter resfriamento significativamente mais eficiente e diminuir os impactos de carbono”.