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O Instituto Sem Fronteiras (ISF) estima que o mercado empresarial investirá R$ 71,2 bilhões em tecnologia da informação (TI) neste ano, com crescimento de 6% em relação a 2013. No ano passado, o incremento também foi de 6%, totalizando R$ 67 bilhões.

Segundo o Portal Valor Econômico, nos últimos dois anos, as companhias concentraram a maior parte dos investimentos em software e serviços, deixando de lado a renovação de seus parques tecnológicos. O cenário econômico mais complicado fez com que as empresas – especialmente os bancos, maiores compradores de tecnologia do país, ao lado do governo e das empresas de telecomunicações – reduzissem o ritmo de aquisição de novos sistemas, optando pela estratégia de fazer mais com o mesmo.

Segundo o Diretor de Pesquisas do ISF, Ivair Rodrigues, para este ano a expectativa é de aportes mais elevados na compra de computadores, servidores, discos de armazenagem de dados e outros equipamentos. Das mil empresas consultadas pelo instituto, 46% informaram que planejam investir na aquisição de equipamentos e software. No ano passado, 23% das companhias informaram que investiriam nesses segmentos.

Segundo o Diretor, a opção para aumentar a produtividade sem elevar os custos é a terceirização da infraestrutura de TI – uma tendência que tem ganhado força nos últimos anos. Grandes companhias internacionais como Amazon e Microsoft anunciaram investimentos na construção de data centers no país para atender à demanda crescente por hospedagem de sites, oferta de softwares e espaço para armazenagem de dados. É um mercado concorrido, que conta com competidores como UOL Diveo, Tivit e ALOG.

 

Para o analista Fernando Belfort, da consultoria Frost & Sullivan, a demanda por software na nuvem – com acesso via internet e pagamento na forma de serviço – continuará aquecida em 2014, com crescimentos superiores a 50%. A disputa por preços, no entanto, será mais acirrada, prevê Rodrigues, do ISF. “Neste ano será mais comum a renegociação de contratos de serviços por parte das empresas clientes”, disse o analista.

 

Para os consultores, além da variação cambial, o crescimento mais fraco da economia – próximo de 2% – e o aumento dos custos com mão de obra de TI serão levados em conta pelas companhias na hora de investir. Ainda assim, o crescimento do setor de TI será mais forte que a média esperada para a economia brasileira.