Realizado em 2015, o acordo entre a Prefeitura de Fortaleza e a Angola Cables, vem se tornando uma realidade no Nordeste do país. O South Atlantic Cable System (Sacs), primeiro cabo submarino no hemisfério sul, que ligará África e América do Sul, chegou à metade de sua conclusão. Recentemente, foi finalizado o survey da rota de cabos, que basicamente consiste na análise e definição do caminho que os cabos percorrerão até os pontos de destino (Fortaleza e Luanda). Trata-se de uma importante etapa, que permite conhecer exatamente onde os cabos serão lançados no mar, o tipo de proteção adequado, bem como a instalação de certos equipamentos necessários.
 
O Cabo Monet, ligará o Brasil aos Estados Unidos, e é também um projeto da Algar Telecom, Google e Antel (Uruguai) já foi todo instalado e colocado no mar. O sistema que percorrerá a rota Miami, Fortaleza e Santos, está em na fase final de implantação com a construção dos edifícios que hospedarão as Cables Landing Stations. 
 
 
Dentro do consórcio, cada empresa é responsável pela gestão de seus próprios cabos, cabendo a Angola Cables e o Google a administração e operação das estações de Fortaleza e Santos. 
 
A Angola Cables é uma multinacional que nasceu em 2009 para atender a demanda angolana por capacidades, conteúdos e transporte internacional. Neste sentido, o Brasil surge como uma alternativa para as rotas de cabos submarinos existentes, inserindo-se como um importante passo da empresa de telecomunicações, na perspectiva de se tornar uma rede mundial TIER 1 em network.
 
Os projetos da Angola Cables no Brasil fazem parte de um esforço de descentralização. A empresa é colíder do West Africa Cable System (Wacs), sistema de cabos submarinos que conecta Angola a 10 países africanos e três europeus.
 
Data Center
 
Parte integrante do acordo da Angola Cables com a Prefeitura de Fortaleza, um data center vem sendo construído na Praia do Futuro, na capital cearense. 
 
O site será interligado aos cabos Monet e Sacs. A previsão de conclusão é para o primeiro semestre de 2018.
De caráter neutro, a instalação permitirá que outras empresas interliguem seus sistemas.
 
Rafael Pistono, CEO da Angola Cables Brasil, destaca que o projeto arquitetônico já foi todo concluído. A estrutura do data center será baseada em alto índice de segurança física e alto índice de disponibilidade de infraestrutura, atendendo às normas específicas e às melhores práticas de mercado (inclusive internacional), sendo auditado por empresa de grande renome que ao final emitirá uma certificação internacional. 
 
Com relação ao cabeamento, o CEO da Angola Cables adianta que o data center possuirá conexões em fibra óptica; a topologia ainda não foi definida, mas terá redundância garantida, e o sistema de refrigeração será de precisão do tipo CRAC (Computer Room Air Conditioner) com expansão direta e redundância N+2.
 
A Angola Cables pretende solicitar a Certficação Tier III do Uptime Institute para Design and Construction.
 
Os três projetos da Angola Cables no Brasil estão orçados em US$ 300 milhões, sendo que no sistema do Cabo Monet, a empresa conta com as participações do Google, Algar Telecom e Antel, integrantes do consórcio.
 
Sobre novos projetos para o Brasil, Rafael Pistono declara que neste momento a empresa está totalmente focada na execução dos Sistemas Monet, Sacs e no data center, projetos que exigem um envolvimento integral de toda equipe, mas, que a Angola Cables tem um DNA disruptivo e dinâmico, sempre em busca de novas e eficientes soluções.