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O Governo Federal criou um grupo de trabalho para investigar se cidadãos brasileiros foram espionados pelo governo americano.

“Nós temos que analisar efetivamente o que está acontecendo e como aconteceu. Ou seja, os dados foram interceptados, mas como? De que maneira? De que modo? Tudo isso precisa ser investigado. E isso passa por um assessoramento técnico bastante competente.

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações disse que não vai ser fácil.

“É um trabalho complexo. Não é um trabalho simples. Que você está falando possivelmente de espionagem de um país, então, realmente é uma coisa muito complexa, disse João Batista Rezende.

O Sindicato das Empresas de Telefonia garante que as informações sobre telefonemas não são repassadas a ninguém, a não ser a pedido da Justiça.

“Apenas guardamos os dados dos clientes. Das chamadas que eles fazem, para onde eles fazem, por cinco anos, para ficar a disposição da Justiça quando for necessário”, explicou Eduardo Levy Cardoso.

O embaixador americano, Thomas Shannon que já teve reuniões no Itamaraty, no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e no Ministério das Comunicações negou a espionagem de e-mails e telefonemas de brasileiros. “Temos um excelente nível de cooperação com o Brasil na área de inteligência e também área policial. Infelizmente, os artigos do ‘O Globo’ apresentaram uma imagem do nosso programa que não é correta”, disse Shannon.

O ministro das Comunicações Paulo Bernardo contou que, segundo Thomas Shannon, as agências de segurança monitoram, mas não coletam detalhes das comunicações de brasileiros.

“Quem ligou para quem, quanto tempo falou. Eles chamam de metadados, ou seja, não entra, não tem gravação, não tem a voz”, afirmou o ministro.

Ainda de acordo com o ministro, Thomas Shannon negou a participação de empresas brasileiras. “Nega qualquer possibilidade de empresas brasileiras passarem dados para eles ou empresa americana atuar no território brasileiro. E também a questão que teria uma base de coleta de dados. Ele disse que isso é absolutamente uma inverdade”, disse Paulo Bernardo.

 A Anatel disse nesta segunda-feira que irá investigar com a Polícia Federal se empresas brasileiras permitiram que a NSA tivesse acesso às redes locais. A agência reguladora não confirmou quais empresas serão investigadas ou se todas operadoras estão sob suspeita.